Arquivo para maio, 2008


O indicador P/L

Um dos indicadores mais utilizados para análisar uma ação é o Preço/Lucro, também conhecido como P/L. Resumidamente, esse indicador nos dá indícios se uma ação está barata ou cara.

O P/L é um indicador bastante simples e é um bom critério de comparação entre duas empresas de um mesmo setor.

Um exemplo prático, o P/L da GGBR4 (Gerdau) está nos dias de hoje em 24,41 e o da USIM5 (Usiminas) em 15,00. Comparando os dois papéis poderiamos dizer que USIM5 está mais atraente do que GGBR4 pois seu P/L é menor.

Uma analogia simples e explicativa para entender o P/L é a seguinte: Suponha que você tenha investido R$1000 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro de igual ao valor que comecou, ou seja, um lucro de R$1000.


Problemas do P/L

O P/L é um belo indicador porém NUNCA deve ser a única forma de análise de uma empresa. Ele deve ser usado como um critério a mais na sua decisão, mas não ser a base dele. O Preço/Lucro não responde bem para várias situações, entre elas posso citar algumas:

  • Empresas com crescimento anormalmente rápidos podem ser boas para investir e ter o P/L distorcido devido a esse crescimento
  • Comparar P/Ls de empresas de diferentes setores pode ser perigoso. Por exemplo, O P/L de papéis de empresas de tecnologia, que contam com maiores perspectivas de crescimento, tende a ser mais elevado que o indicador para o setor de energia elétrica.
  • Um evento atípico pode fazer o lucro de uma empresa crescer astronomicamente e como consequência, seu P/L diminuirá. Por ter sido um evento não-comum, pode ser perigoso levar em conta o P/L dessa empresa.
  • Diferenças na contabilidade do cálculo do Lucro de uma empresa pode gerar um P/L irregular
  • A regra de que o P/L é igual ao número de anos necessários para ter um lucro igual ao seu dinheiro investido inicialmente quase nunca é valida pois o P/L varia muito com o decorrer do tempo.

Então por que usar o P/L?

O indicador, atrelado a uma análise das perspectivas da empresa podem indicar uma boa compra. Se uma empresa tiver uma boa rentabilidade, bons lucros, e não houver nenhuma razão para uma deterioração, um P/L baixo é atrativo, especialmente se estiver inferior ao seu nível histórico.

Como calcular um P/L?

Essa é a parte chata que todo mundo pula! Se preferir, entre direto nesse site, coloque a ação que deseja ter o P/L e pronto: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=PETR4&tipo=1

Agora se você é curioso, calcular o Preço/Lucro não é dificil. A formula é simples:

Formula do P/L

O númerador é o preço por ação, aquilo que você acompanha todo dia no site. O denominador é o lucro da empresa dividido pelo número de ações disponíveis no mercado.

Vamos a um exemplo prático, o da BBAS3 (que só possui ações ordinárias e facilitam o cálculo) com os valores de hoje (19/05/2008) retirados desse site: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=bbas3&x=823&y=71

  • Preço da ação: 29,90
  • Quantidade de ações ordinárias disponíveis no mercado: 2.542.180.000
  • Lucro líquido nos últimos 12 meses: 5.996.790.000

Fazendo umas continhas para achar o lucro por ação:

  • Lucro por ação = Lucro líquido / Quantidade de ações
  • Lucro por ação = 5.996.790.000 / 2.542.180.000
  • Lucro por ação = 2,359

Aplicando a fórmula do P/L com os dados

  • P/L = Preço da ação / Lucro por ação
  • P/L = 29,90 /2,359
  • P/L = 12,67

Obs.: Para papéis tipo PETR4 que possuem ações ordinárias e ações preferenciais o cálculo muda um pouco, é necessário fazer soma ponderada do Lucro por ação. Para termos didáticos, usei o BBAS3.

Jovens e o IPO da BM&F – O que deu errado?

A maioria das pessoas se interessa por ações quando todo mundo está interessado. O momento de interessar-se é quando ninguém mais se interessa. Não se ganha dinheiro comprando o que é popular.”

Essa frase é do mais bem sucedido investidor do mundo, Warren Buffett. Acostume-se com este nome, pois será citado freqüentemente neste blog!

Quem diria que as ações da BM&F cairiam 50% apenas 5 meses depois do seu IPO, dia no qual as ações fecharam com incrível valorização de 22%?

Assim como os jogos de azar, as decisões na bolsa de valores são freqüentemente afetadas pela ganância humana. Grandes lucros no curto prazo são tentadores, mesmo para investidores disciplinados.

Escrevo este post pois presenciei muitas histórias de jovens que apostaram na BM&F por puro “modismo”. Isto não seria tão grave se a quantia investida não representasse grande parcela do patrimônio (ou as vezes até mais do que o patrimônio).

O que aconteceu foi que muitos apostaram dinheiro que não tinham (veja que existe uma enorme diferença entre apostar e investir). Soube de casos de jovens que se alavancaram com empréstimos de mais de R$ 20 mil.

O IPO da BM&F veio logo após o da Bovespa e Redecard, que renderam no primeiro dia nada menos do que 50% e 20% respectivamente. Tamanha foi a repercussão dessas duas “jóias” que milhares de pessoas que nunca haviam aplicado diretamente na bolsa, resolveram investir no IPO da BM&F, esperando assim uma lucratividade semelhante no curto prazo. Foram 260 mil pessoas físicas que investiram, batendo de longe o recorde de 64 mil na Bovespa. Aposto que a maioria delas não sabia que o dinheiro da oferta foi para os bolsos dos antigos donos (bancos) e não foi reinvestido na empresa (Santander, Pactual, Itaú levaram no total mais de 250 milhões de reais).

Feliz foi aquele que conseguiu ter sangue frio de vender suas ações no começo do pregão, quando as ações chegaram a bater 30% alta. Felizes foram os ex-sócios, que conseguiram lucros astronômicos. Semana a semana, os novos investidores observavam as ações da BM&F derretendo, até chegar à mínima de R$ 12,65 no dia 24 de abril – uma queda de 50% para quem resolveu comprar as ações no dia de abertura.

Mas, o que deu de errado?

Muita especulação pode ser feita sobre o que deu errado, é mais fácil analisar quando tudo já passou. Vou listar alguns fatores abaixo, para no final dar minha explicação fundamentalista.

  1. Primeira grande queda: “Crise subprime do Estados Unidos“– A grande realização (venda de ações) que a aconteceu na bolsa brasileira em Janeiro de 2008 devido a crise de crédito imobiliário derrubou o índice Ibovespa em mais de 20%. Exatamente no mesmo período, as ações da BM&F cairam 40%. Coincidência? Não!
  2. Segunda grande queda: O dia 22 de abril marcou o fim do lock-up de venda do lote remanescente do IPO, ou seja, apenas a partir nesta data os acionistas majoritários que entraram na oferta poderiam vender suas ações. O mercado antecipou essa reação. A menor cotação da história da BM&F foi dois dias depois. Coincidência? Com certeza não!
  3. O guidance do volume de negociação previsto pela BM&F foi exageradamenta alto e não se consolidou no primeiro trimestre (ou seja, os objetivos de crescimento da BM&F não foram atingidos).
  4. Grandes bancos já estão expostos ao risco do mercado de renda variável. Investir na Bovespa ou BM&F seria duplicar este risco.

Tudo isso explica a grande queda nas ações da BM&F?
Eu ainda acho que não! Uma ação com bons fundamentos e operando próxima ou abaixo de seu preço justo não teria tamanha queda. Vide exemplo das bluechips (Petrobrás, Vale, Gerdau) que cairam menos de 20%.

Explicação Fundamentalista

Para quem gosta de investir o dinheiro ao invés de apostar, bastava uma rápida análise nos número da empresa, mesmo que superficial, para descobrir que a ação já estreava na bolsa com valor estupidamente acima do justo. Parte disso se deve a lei da oferta e da procura, pois cada investidor (pessoa física) só conseguiu 91 ações no rateio do IPO e muitos queriam mais.

Vamos calcular o múltiplo P/L, o principal indicador da análise fundamentalista (exatamente o mesmo cálculo que fiz antes de decidir sobre a compra de BM&F):

Cálculo do P/L

– Lucro Líquido projetado de 2007: R$ 296.000.000
– Numero de ações: 901.877.292
– Preço por ação: R$ 25,00
– Lucro líquido por ação: 0,3285
– P/L: 76x

Eu, particularmente, tenho uma carteira com P/L próximo de 14x. Mas seria injusto comparar uma empresa de crescimento alto com uma carteira multi-setorial. Podemos compará-la com os múltiplos da BM&F dos Estados Unidos, a famosa Nymex. Pelo site da Business Week vemos que o P/L atual é 39x.

A grosso modo, a BM&F estaria quase 2x mais cara que a Nymex! Um investidor puramente fundamentalista não compraria uma ação nessa situação!

Mas eu também errei!

Eu, investidor de longo prazo fundamentalista, analisei a empresa antes de reservar meu lote no IPO e resolvi entrar (primeiro erro). Vendi logo na estréia a R$ 25,59, embolsando um lucro de 27,9% (a máxima chegou a 26, ou seja, vendi muito bem).

Apesar de avisar algumas pessoas que a ação estava cara, contrariei todos meus princípios e resolvi comprar 1 lote a R$ 22,80 pouco depois do IPO. Não sei se foi ganância ou cegueira causada pelo mercado. Afinal, eu deveria estar enganado! Todos animados e acreditando no papel, porque não? (Segundo erro).

O que podemos aprender com isso?

  1. Acredite em você, não no mercado. Trace uma estratégia para sua carteira e siga a risca, sem se preocupar com o que o comentário geral. No curto prazo, o mercado é imprevisível!
  2. Nunca compre uma ação na alta, pois a euforia do mercado costuma elevar os preços acima do valor justo. O investidor de sucesso costuma comprar ações sub-precificadas, normalmente na baixa. Assim faz Warren Buffett na Berkshire. Assim está fazendo a GP Investimentos aqui no Brasil, ambas atuam bastante na área de Private Equity (a GP é a maior da América Latina neste mercado).
  3. Antes de comprar, analise a empresa, não compre as cegas! Pretendemos fazer um guia básico de como interpretar um relatório trimestral ou anual, quais números são importantes, quais indicadores calcular.

Apenas para ilustrar, isso já aconteceu no passado e as perdas foram muito maiores. Na última edição do livro The Intelligent Investor (o mais famoso livro fundamentalista) é citado o exemplo do IPO da VA Linux, que estreou na bolsa com pico de alta quase 700%. A ação chegou a valer US$ 320,00 no primeiro pregão. Passada a euforia, o preço justo apareceu e a ação foi precificada abaixo de US$ 5,00 (Uma perda de 98% do capital para quem comprou no topo). Hoje em dia são cotadas a míseros US$ 1,68 (LNUX).

Em breve teremos o IPO da Visanet do Brasil. Iremos analisar a Visanet do Brasil para compará-la com a Redecard (Brasil), Amex, Mastercard e Visa (Estados Unidos).

A nossa maior ambição ao fazer este blog é ajudar os jovens investidores a começarem a investir com consciência. No dia-a-dia e na internet vejo muitas histórias reais de pessoas que começaram a apostar em ações, sem ao menos gastar um tempo para estudar e entender o mercado.

Obs: Não cheguei a analisar os papéis da Bovespa e BM&F no presente, estou mais focado em descobrir small caps com grande potencial. Estima-se uma redução da ordem de 20% nas despesas (conhecida no mercado como economia de “sinergia” na fusão de duas empresas). O sêlo de Investment Grade concedido pela Standard & Poors vai aumentar os lucro no longo prazo. Parte disso já está sendo precificado novamente e a BM&F voltou a casa dos R$ 18,00.

A melhor época para investir é durante a juventude

A melhor época para comecar a investir é enquanto se é jovem. Posso explicar essa afirmação em uma frase: É durante a juventude que você pode correr o maior número de riscos.

Em várias conversas de bar, muitas pessoas brincam comigo me chamando de velho pois faço “coisas de velho” como investir na bolsa e me preocupar com previdência e aposentadoria. Sempre levo na bricadeira e entro no jogo, mas essas conversas já me fizeram pensar no porquê comecei a investir tão jovem. Consigo explicar, com facilidade, os motivos que me levaram a estudar e gostar tanto esse mundo.

É durante a juventude que se pode correr riscos. É nessa fase da vida que você tem mais liberdade para arriscar todos os seus ganhos. Se você mora com seus pais, não precisa pagar as contas de luz, água, telefone, IPTU, a comida está sempre na geladeira, você usa o plano de saúde da sua família, seus estudos estão garantidos! Enquanto jovem, você não tem que sustentar uma família com seu salário, ninguém depende financeiramente de você.

Todo dinheiro que você ganha é lucro! Então, por que não aproveitar e arriscar uma boa parte dele? Se der TUDO errado e você perder TODO o seu dinheiro, no máximo você ficará triste! Não tem ninguém que depende desse dinheiro para sobreviver. Na realidade, esse é um cenário quase impossível! Certamente, se tiver o mínimo de responsabilidade, você perderá, no máximo, 20% do seu investimento!

Eu, por exemplo, chego a investir aproximadamente 60% de tudo que ganho do meu simples salário de estágiario e dos meus trabalhos de freelance. Quando envelhecer e você precisar sustentar sua casa e sua família, fica cada vez mais difícil separar uma porcentagem do seu salário para investí-lo, se sobrar 10% dele você já é uma exceção no mundo.

O jovem tem o tempo a seu favor

Uma vez entendido que é uma ótima hora para se correr riscos, basta analisar um pouquinho o juros composto para se impressionar e se empolgar com como você pode juntar muito dinheiro apenas se dando ao trabalho de estudar investimentos.

Vou exemplificar com números super palpáveis. Imagine que você invista R$500,00 todo mês durante os próximos 10 anos. Suponha que seu investimento retorne por mês um lucro de 1,3% (o que não é nenhum absurdo de conseguir).

Esse simulador aqui: http://www.shopinvest.com.br/br/pop_retorno.asp nos diz que se mantermos esses números, você terá poupado R$142.000! Nada mal né? Ainda mais que na “realidade” você depositou apenas R$58.000, os outros R$84.000 vieram de rendimento. 10 anos passa muito rápido! É o tempo de ver 2 copas do mundo e de votar 2 vezes para presidente! Imagine o quanto não se consegue se poupar por 30, 40 anos! É para chegar na casa do 6 zeros!

Olhe o gráfico desse mesmo investimento para 20 anos (o eixo y é o valor total do seu investimento e o eixo x os anos)

No final de 20 anos, você terá nada mais nada menos do que R$900.000 em conta!

Imagine esses números para sua realidade. Quanto você consegue economizar por mês? Se você se empenhar no mundo dos investimentos, não duvido que consiga rendimentos maiores do que 1,3% por mês!

Crédito da foto: michelleelise

Investment Grade e Renda Fixa

A euforia após divulgação do título de Investment Grade pela agência Standard & Poors foi grande no mercado de renda variável, mas pouco se falou sobre os efeitos no mercado de renda fixa.

Taxa básica de juros sobe no curto prazo

O Banco Central interrompeu os cortes da taxa básica de juros (Selic) e o mercado acredita em uma possível elevação desta no curto prazo, causada pela inflação. Entre os principais motivos da inflação de 2008 podemos citar:

  1. a alta no preço dos alimentos causada pela elevação da demanda global, aquecimento do mercado de biocombustíveis e aumento de quase 100% no custo da matéria prima de fertilizantes.
  2. fim do efeito deflacionário causado pela valorização do real;
  3. aquecimento do setor imobiliário impulsionando alta do cimento e ferro.

Efeitos do Investment Grade na Renda Fixa

Apesar da correção (para cima) da taxa de juros no curto prazo, a tendência para o longo prazo é a retomadas nos cortes. É uma questão básica de oferta e demanda. Com maior oferta de capital estrangeiro para as empresas do Brasil, o taxa de juros necessária para “seduzir” os investidores é menor e empréstimo fica mais barato.

Vamos citar dois movimentos importantes que devem acontecer com a obtenção do título de IG no mercado de renda fixa no Brasil:

1) Investimento estrangeiro em títulos
Investidores e fundos de pensão internacionais darão mais atenção aos títulos públicos e privados brasileiros, uma vez que estes são considerados mais seguros e rendem a uma taxa superior a 10% ao ano. Apenas para ilustrar, o cenário atual dos EUA mostra uma taxa de juros inferior à inflação, ou seja, em um investimento de curto prazo em Renda Fixa (Bonds) com taxa de juros atual, o dinheiro se deprecia.

É importante notar que este investimento que será despejado no Brasil ao longo dos próximos anos será menos especulativo que no passado.

No longo prazo, a redução na taxa Selic e o aumento dos investimentos estrangeiro podem ajudar no efeito de “Alongamento dos títulos”, ou seja, no aumento da emissão de papéis de longo prazo (Atualmente o Brasil já emite títulos públicos federais através do Tesouro Direto com vencimento em 2045).

2) Empréstimos mais baratos no exterior
Empresas brasileiras vão buscar empréstimos de longo prazo no mercado externo a taxas menores. Isso causa uma redução na oferta de títulos privados de maior risco (Ex: Debêntures) no mercado interno. Esses títulos, que sempre renderam a taxas acima do CDI (e Selic), vão se tornar escassos no mercado. No Banco Itaú, por exemplo, o fundo “Itaú Top Renda Mix Crédito Privado” que investe grande parte do capital em títulos privados está fechado para captação. Por este motivo, sugerimos a manutenção desse tipo de título/fundo na carteira.

As maiores beneficiadas desse fluxo de capital são as empresas que dependem muito do empréstimo de longo prazo. Note que as ações das empresas que dependem desses empréstimos subiram bastante na semana da divulgação do IG. Como exemplo podemos citar construtoras e empresas com alta alavancagem (bancos).

Renda Fixa e Câmbio

Os estrangeiros que já investiam em renda fixa no Brasil conseguiam rendimento dobrado. Além das excelentes taxas dos títulos brasileiros, os estrangeiros ainda ganhavam no saque desses títulos pelo efeito cambial (Real se valorizou no período do investimento).

Com a continuidade na oferta de dólares devido ao fluxo de investimento estrangeiro, o real deve continuar sua valorização frente ao dólar no curto prazo. Por este motivo, os estrangeiros continuarão a ter este rendimento dobrado no curto prazo.

Vale notar que para o longo prazo, o mercado ainda acredita na recuperação dos EUA da crise subprime e recessão.

Pré-fixado ou pós-fixado?

Escolher em um título pré-fixado ou pós-fixado depende da decisão do BC sobre o aumento ou corte na taxa Selic.

Seguindo o mercado, o investidor deveria investir:

– em pós-fixado, para investimentos de curto-prazo

– em pré-fixado, para investimentos de longo-prazo

Isso se deve a aposta do mercado para o aumento na taxa básica de juros para controlar a inflação no curto-prazo, mas a continuidade no corte para o longo prazo.

Análise fundamentalista x Análise técnica

Nesse post irei abordar um assunto conhecido de todo mundo. Trata-se das diferenças entre a análise fundamentalista e a análise técnica. Acredito que todo blog que se mete a falar de investimentos deveria pelo menos tocar nesse assunto. Para não ser diferente, irei escrever um pouco sobre ele também.

No mundo da bolsa de valores existem dois principais métodos de análise de ações, a análise fundamentalista e a análise técnica. Ambas são amplamente usadas e como tudo no mundo, tem suas vantagens e desvantagens.

Pessoalmente, gosto e recomendo a análise fundamentalista (que aliás é a base de análise utilizada para a maioria dos posts desse blog).

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista baseia-se em analisar o valor intrínseco da empresa, em achar o seu preço justo. Essa escola usa como pilar a análise de lucro, faturamento, preço de mercado, perspectiva do setor, sazonalidade, etc.

Essa método demanda tempo e estudo do investidor. É necessário que ele aprenda a entender muitos indicadores e conceitos (P/L, P/VPA, EBIDITA, lucro, ativo, endividamento, sazonalidade), acompanhar notícias sobre a empresa, saber se o setor em que ela atua é promissor, identificar se é uma empresa sadia, que possiu bons líderes, etc.

Esse processo para achar o valor da empresa é chamado de Valuation e ao fazer a análise de todos esses indicadores, você terá informações suficientes para saber se é uma boa hora para comprar ações.

Análise técnica

A análise técnica, conhecida também como análise gráfica, se baseia no estudo do histórico da ação. Nela o investidor deve analisar o gráfico do papel e encontrar padrões. Esse padrões indicam uma boa hora para compra e venda.

São muitos os padrões que essa escola usa, entre elas, o IFR (Índice de Força Relativa), a média móvel, o canal de suporte e resistência.

A análise técnica é amplamente utilizada pois é relativamente fácil de aplicar. Existem inúmeros programas que analisam o histórico do papel, varrem ele em busca de padrões e indicam se é um bom momento para movimentá-lo.

Análise fundamentalista x Análise técnica

Nesse post irei abordar um assunto conhecido de todo mundo. Trata-se das diferenças entre a análise fundamentalista e a análise técnica. Acredito que todo blog que se mete a falar de investimentos deveria pelo menos tocar nesse assunto. Para não ser diferente, irei escrever um pouco sobre ele também.

No mundo da bolsa de valores existem dois principais métodos de análise de ações, a análise fundamentalista e a análise técnica. Ambas são amplamente usadas e como tudo no mundo, tem suas vantagens e desvantagens.

Pessoalmente, gosto e recomendo a análise fundamentalista (que aliás é a base de análise utilizada para a maioria dos posts desse blog).

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista baseia-se em analisar o valor intrínseco da empresa, em achar o seu preço justo. Essa escola usa como pilar a análise de lucro, faturamento, preço de mercado, perspectiva do setor, sazonalidade, etc.

Essa método demanda tempo e estudo do investidor. É necessário que ele aprenda a entender muitos indicadores e conceitos (P/L, P/VPA, EBIDITA, lucro, ativo, endividamento, sazonalidade), acompanhar notícias sobre a empresa, saber se o setor em que ela atua é promissor, identificar se é uma empresa sadia, que possiu bons líderes, etc.

Esse processo para achar o valor da empresa é chamado de Valuation e ao fazer a análise de todos esses indicadores, você terá informações suficientes para saber se é uma boa hora para comprar ações.

Análise técnica

A análise técnica, conhecida também como análise gráfica, se baseia no estudo do histórico da ação. Nela o investidor deve analisar o gráfico do papel e encontrar padrões. Esse padrões indicam uma boa hora para compra e venda.

São muitos os padrões que essa escola usa, entre elas, o IFR (Índice de Força Relativa), a média móvel, o canal de suporte e resistência.

A análise técnica é amplamente utilizada pois é relativamente fácil de aplicar. Existem inúmeros programas que analisam o histórico do papel, varrem ele em busca de padrões e indicam se é um bom momento para movimentá-lo.

1, 2, 3, testando…

Olá!! Acho que a melhor maneira de comecar esse blog é nos apresentando.

Me chamo Allan Panossian, estou prestes a me formar no curso de Bacharelado em Ciências da Computação pela USP, nas minhas horas vagas (e durante o trabalho também) invisto no mercado financeiro. Me apaixonei pelo assunto após a guinada da bolsa em 2006, desde que fui introduzido à bolsa de valores e a magia do juros composto, tenho estudado para achar as melhores empresas para investir.

Escrevendo comigo nesse blog, apresento o meu grande amigo Bruno Yoshimura, também prestes a se formar em Ciências da Computação, viciado no mercado financeio. Um cara extremamente autodidata e que passa altas horas do dia estudando empresas da bolsa.

O nosso principal objetivo com esse blog é apresentar idéias de como escolher as melhores empresas para investir. Somos predominantemente fundamentalistas no que se diz respeito à compra de ações. Tentamos seguir o método Graham e Buffet de investir. Usamos análises técnicas somente em casos secundários.

Nesse blog, tentaremos escrever posts curtos, claros e resumidos de nossos estudos e observações. Serão comuns posts explicativos sobre indicadores como P/L, P/VPA, EBITIDA, IFR, etc.

Vale lembrar que somos aprendizes e que usaremos esse blog para organizar nossos pensamentos. Acreditamos que escrever é a melhor maneira de esclarecer as idéias. As informações que encontrarão aqui são percepções individuais do mercado e que nosso objetivo é apenas divulgar uma maneira de analisar e pensar.

Espero que possamos ajudar!