Arquivo para junho, 2008


Desvendando os Dividendos – Parte 2/2

Como reinvestir dividendos (e outros proventos)?

Muitos investidores não dão atenção para o dinheiro que é entra na conta bancária como pagamento de dividendos. O motivo é simples: normalmente representam menos de 2% do valor investido. Com isso, este dinheiro precioso acaba não sendo reinvestido e são rapidamente consumidos pelos gastos do dia-a-dia. No curto prazo pode parecer pouco, mas reinvestir os dividendos aumenta incrivelmente a rentabilidade de uma carteira de longo prazo.

Uma dica para manter a disciplina é investir todo dinheiro recebido em um fundo de renda fixa até juntar um montante suficiente para ir “as compras”. Depois de algumas décadas você terá mais ações da empresa e, consequentemente, receberá mais proventos (no longo prazo esta prática cria uma curva de rentabilidade exponencial semelhante a do juros composto). A vantagem é que as aplicações de renda fixa não pagam taxa inicial de aporte ou corretagem (mas lembre-se que aplicações de curto prazo pagam IOF).

É interessante fazer o controle de todos os proventos recebidos durante o ano. A CBLC envia relatórios mensais com esses valores e as empresas das quais você é sócio são obrigadas a enviar o informe de rendimento anual com Juros Sobre Capital Próprio e Dividendos. Na prática, a maioria das empresas não envia informe dos dividendos, então cabe a você fazer esse controle. No Ajuste Anual de Imposto de Renda você também deve declarar tudo, mas isso falaremos em nosso guia de IR online que pretendemos lançar.

Reinvestimento automático – Algumas empresas e bancos possuem serviço de reinvestimento automático de dividendos em ações. A Vale possui este serviço desde 2005.

Porque os dividendos são isentos de IR?

Como dissemos no posta anterior, dividendos representam uma parcela do lucro líquido. Acionistas não precisam pagar imposto de renda pois a própria empresa já o fez.

Caso queira se aprofundar no assunto, veja como funciona a Demonstração de Resultado de Exercício, que é obrigatória para empresas de capital aberto. Ela mostra como é calculado o lucro líquido de uma empresa.

Selic como limitadora de dividend yield

Podemos ver que o dividend yield dificilmente supera a taxa básica de juros. Primeiro pois uma empresa, mesmo com pay-out elevado, dificilmente consegue tamanho lucro. Mas vamos supor que uma empresa saudável atinja um dividend yield acima da taxa básica de juros.

A “rentabilidade” dos dividendos acima da taxa de juros já seria suficiente para atrair investidores em renda fixa para tais ações. Além do mais, empresas saudáveis tendem a valorizar no longo prazo. Por esta razão, raramente uma empresa saudável tem o dividend yield acima da taxa de juros (os maiores dividend yield estão sempre abaixo da Selic, que serve como um limitante deste indicador).

Já uma empresa que estava com boa rentabilidade passada, mas passa por períodos de dificuldades no presente (desastre natural, problemas judiciais), pode apresentar um dividend yield elevado. Isso se deve pois o dividend yield considera resultado passado, mas o preço das ações reflete uma situação presente. Então, uma elevação brusca do dividend yield deve ser vista com cautela, ainda mais para empresas que historicamente não tinham este indicador tão elevado.

Empresa Yield
Transmissão Paulista 13,00%
Eletropaulo 13,00%
SELIC 11,75%
Eternit 11,41%
Telefônica 11,04%
Aês Tietê 9,84%
CPFL 9,3%
Energisa 9,15%
Santander 8,74%
Equatorial 8,53%
Souza Cruz 7,55%
Brasil Telecom 7,71%
Comgás 7,12%
Grendene 6,66%

Na tabela acima podemos ver um exemplo de empresa que apresentou bons resultados no passado, mas está sofrendo no presente. As ações da Eternit despencaram após notícia da proibição do uso de amianto. Por este motivo, seu dividend yield está altíssimo. Mas veja o que o mercado não deixou a ação cair mais, um indício dessa “teoria” de que a Selic limita o aumento do dividend yield.

Desvendando os Dividendos – Parte 1/2

Pela Lei das S.A., as empresas são obrigadas a distribuir pelo menos 25% do lucro líquido do exercício em forma de dividendos. Esta taxa é conhecida como pay-out e varia entre 25% e 100% (empresas com prejuízo no último exercício não distribuem dividendos). Distribuir 25% de dividendos significa manter os outros 75% do na empresa em forma de reinvestimento – essencial para o crescimento da empresa.

Neste ponto de vista, podemos considerar que a parte do lucro destinado aos acionistas minimiza o crescimento da empresa. Para um investidor com perfil de Warren Buffet, que compara a compra de ações com um casamento para a vida inteira (“Our favorite holding period is forever“), o dividendo passa a ser uma remuneração justa. Há quem defenda que este dinheiro já era direito do acionista, por ser dono de uma parte da empresa.

Neste e no próximo irei comentar sobre algumas curiosidades relacionadas a este tema.

Data “ex-dividendos” – é possível ganhar dinheiro no curto-prazo com dividendos?

Quem nunca pensou em comprar uma ação apenas para receber dividendos no curto prazo? Parece um método brilhante de conseguir dinheiro, mas se fosse verdade, todos o fariam. Todas as empresas divulgam as data “ex-dividendo” da ação. Se você abrir o pregão com a ação na carteira na data em que o papel passa a operar “ex-dividendos”, você terá direito a recebê-los (normalmente poucos meses depois).

Agora imagine que você compre essa ação um dia antes da data ex-dividendos e ganhe esse direito de receber 3% de dividendos. Isso significaria um rendimento de 3% em apenas um dia, certo? Errado! Isso não acontece pois a cotação da ação é ajustada para baixo na mesma proporção de modo a cancelar este rendimento.

Isto significa que se no dia anterior o fechamento da ação foi em R$ 100,00, a ação vai abrir a R$ 97,00. O que acontece é que as vezes o mercado não acredita nessa diferença de 3%, e a ação acaba voltando aos patamares de R$ 100,00. Esse aumento pode ocorrer no mesmo dia ou demorar um tempo.

Então valeria a pena comprar uma ação na abertura do dia ex-dividendo, pensando apenas na valorização “pós-queda”? Nem sempre, pois esse ajuste no preço tem fundamentos e o mercado pode demorar a precificar esta ação ao patamar anterior.

Correlação entre P/L e pay-out

Se compararmos o indicador P/L e o pay-out de empresas, podemos encontrar uma correlação interessante. Empresas que tem pay-out elevadíssimo podem ter um P/L abaixo da média. Para explicarmos o porquê desta correlação, precisamos verificar quais têm pay-out elevado.

Entre os setores que apresentam pay-out elevado podemos citar as de concessionárias de rodovias, elétricas, saneamento e ferroviárias. Normalmente este tipo de empresa depende de concessões do governo que duram muitos anos e, algumas vezes já atingiram o nível de “saturação de crescimento”, não necessitando imediatamente de capital para novos investimentos. Existem também empresas que não reinvestem o lucro pois preferem captar dinheiro com empréstimos.

Agora que sabemos o tipo de empresa que tem pay-out elevado, podemos fazer a correlação com um P/L. Como vimos em um post anterior, o P/L é a razão entre preço da ação e lucro líquido por ação. Normalmente o preço da ação de uma empresa já embute uma expectativa de crescimento futuro. Isso significa que empresas com forte crescimento anual costumam apresentar P/L elevado.

As empresas que não reinvestem o lucro e também não captam empréstimos, crescem menos. Desta forma, o preço da ação não embute esta expectativa de crescimento, reduzindo o indicador P/L.

Reinvestir lucro líquido ou buscar empréstimos?

Existe o caso específico das empresas que distribuem grande parte do lucro líquido em dividendos e para compensar, injetam capital “novo”. Isto acontece com frequência em empresas que obtêm empréstimos ou lançam debêntures no mercado (podemos o caso das Lojas Americanas, que distribui mais de 90% do lucro líquido, mas investe capital utilizando empréstimos).

Quando as empresas precisam de caixa para realizar grandes projetos (como a concessão do Rodoanel, por exemplo), é possível captar dinheiro através de emissão de debêntures ou financiamentos de longo prazo (veja esta notícia sobre o financiamento da CCR).

Na realidade, faz sentido captar dinheiro em um empréstimo de longo prazo para uma obra que trará benefícios também de longo prazo. Isso explicaria o motivo pelo qual uma empresa pode ter P/L e pay-out alto. Mas existe uma questão a ser levantada:

Será que se a empresa mantivesse o lucro líquido reinvestido a taxa Selic, não seria um capital mais barato do que um empréstimo de longo prazo?

Essa é uma decisão que a empresa precisa fazer, levando em conta seu custo de oportunidade.

No próximo post falaremos sobre a isenção do IR sobre dividendos e o motivo pelo qual algumas pessoas acreditam que a Selic pode ser limitadora da taxa dividend yield.

Empresas para investir no “boom” do setor de automóveis

Junto com a construção civil, as empresas relacionadas ao setor imobiliário impulsionaram o crescimento do PIB Industrial, que foi o principal destaque do primeiro trimestre de 2008.

Entre 2004 e 2007, a compra do primeiro carro 0 km cresceu 284%. Já neste ano, as vendas acumuladas até maio tiveram um crescimento de mais de 30% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Por esta razão, resolvi selecionar as principais empresas com capital aberto que são beneficiadas por este “boom” no setor. Não são apenas as montadoras que aumentam seus lucros. Existem também as seguradoras de veículos, fabricantes de peças de manutenção, sucroalcooleiras e concessionárias de rodovias.

Entre os fatores que contribuiram para o aquecimento do setor automobilistico estão:
» o alongamento do prazo de financiamento pelos bancos em até oito anos;
» crescimento da classe média (migração da classes “D” e “E” para C)
» redução da taxa de juros básica de 20% (2005) para menos de 12% (veja gráfico);

 

De olho no futuro:
» 85% dos carros produzidos serão Flex até 2010 (maior consumo de álcool);
» Carros chinêses começam a sers vendido no Brasil em 2008, com preço de popular
» financiamento longo pode causar inadimplência e desistência (aumento da venda de usados recém-comprados);
» continuidade dos investimentos no setor (com investment grade);

Das empresas listadas abaixo, recomendo estudo da Metal Leve, Fras-Le, Mangels, Plascar, São Martinho. Empresas que requerem grande cuidado e estudo: CCR, Cosan e seguradoras.

Petrobrás e Usiminas são excelentes empresas que fazem parte da carteira de muitos investidores fundamentalistas. Apenas recomendo cautela para compra nesse período eufórico. Muitas pessoas cometem o erro de concentrar as todas as compras em um intervalo muito curto de tempo, correndo o risco de pegar uma época de alta.

Empresa
Setor*
Valor*
P/L
P/VPA
Δ PL 5a
Δ Rec. 5a
Liq.*
Div*
Relatórios
Metal Leve

Pistões, Válulas

100%
1,2
9,8
2,23
10%
6,40%
1,3
0,76
Fras-le

Lonas de carros e caminhões

100%
0,4
9,7
1,93
150%
8%
2,23
0,68
Mangels

Rodas de Liga Leve e Aços

31%
0,3
7,4
1,34
50%
11,80%
2,13
1,76
Plascar

Pára-choques, painéis, portas

100%
0,8
16,6
3,03
27,20%
1,05
0,47
Sul América

Seguradora

27%
3
8,7
1,5
1,43
0,13
Porto Seguro

Seguradora

39%
4,4
12,1
2,39
200%
-46%
1,38
CCR

Rodovia e pedágios

100%
13
22,0
8,4
190%
18,80%
1,16
1,25
Petrobrás

Energia – Petróleo, Gás

416
17,1
3,45
185%
17,60%
1,31
0,35
Cosan

Álcool/Cana

33%
57,07
2,1
2,09
-29,80%
6,22
0,7
São Martinho

Álcool/Cana

44%
2,6
1,61
2,03
0,29
Usiminas

Aço, Placas, Auto Peças

21%
43,6
13,7
3,33
300%
9,10%
2,17
0,3
1) Setor: Porcentagem da receita relacionada com setor automotivo
2) Valor: Valor de mercado em bilhão (número de ações x preço por ação)
3) Liq: Liquidez Corrente (Ativo Circulante / Passivo Circulante)
4) Div: Dívida Bruta / Patrimônio Líquido

Indicadores positivos:
» Petrobrás, Usiminas e Fras-le pelo crescimento do patrimônio líquido em nos últimos 5 anos;
» Mangels e Sul América pelos múltiplos muito abaixo da média setorial;
» Plascar pelo forte crescimento da receita nos últimos 5 anos;
» São Martinho pelo P/VPA (seu valor do mercado está apenas 61% acima do seu patrimônio líquido);
» Mangels pelo P/VPA (seu valor do mercado está apenas 34% acima do seu patrimônio líquido);

Indicadores negativos:
» Cosan e Porto Seguro pela queda na receita líquida (negativo);
» Plascar, pela baixa liquidez corrente;
» CCR por estar com valor de mercado mais de 8x maior do que seu patrimônio líquido (P/VPA);
» Cosan, pelo P/L baixo (seria positivo, mas precisamos descobrir as causas)

Dividend Yield, quanto de dividendos uma empresa paga?

Continuando a série de artigos explicativos sobre alguns indicadores que todo investidor deve conhecer, irei falar um pouco sobre o Dividend Yield.

Toda a empresa aberta em bolsa paga a seus acionistas uma parcela do lucro conhecido como dividendo. Esse pagamento é proporcial a sua fatia da propriedade da empresa (ou seja, o número de ações que você possui). O indicador Dividend Yield nos diz quanto tal empresa paga ao seu investidor.

O indicador é muito simples de entender, ele é uma divisão de quanto a empresa paga de dividendo por ação pelo preço da ação:

Esse pagamento pode ser anual, semestral, mensal, semanal, etc. Depende de empresa para empresa.

Exemplificando

Vamos pegar um exemplo, a Petrobrás (PETR4), que tem o Dividend Yield nos dias de hoje igual a 1,7%.

Se você tem 100 ações da Petrobrás no dia de pagamento do dividendo e o preço do papel está em R$45,00, com uma simples conta chegamos ao valor de dividendos pago:

Logo o dividendo pago por ação é de:

Multiplicando o dividendo pelo número de ações que temos:

Chegamos ao total de 76,5 reais pagos por termos 100 ações da Petrobrás, simples não?

Tais pagamentos entram direto na sua conta corrente da corretora, basta olhar o extrato e lá estará o dinheiro!

Algumas empresas que paga bons dividendos

Alguns setores como energia elétrica e bancos são conhecidos pela alta porcentagem de Dividend Yield, segue abaixo uma pequena lista de empresas que paga bons dividendos:

  • CPFL Energia (CPFE3) – 9,66%
  • CEMIG (CMIG4) – 5,49%
  • Eletropaulo (ELPL5) – 13, 62%
  • Santander (SANB3) – 7,42%
  • Unibanco (UBBR11) – 3,92%
  • Usiminas (USIM5) – 4,05%

Conclusões

Olhar o Dividend Yield de uma empresa também é recomendado na hora de fazer uma escolha. Empresas que paga bons dividendos são interessantes de se ter na carteira.

Como o indicador é uma fração que varia conforme o preço da ação, uma porcentagem muito alta pode ser consequência de uma ação muito barata, por tanto não compare o Dividend Yield de duas empresas sem antes ver o preço da ação.

Você pode ver o Dividend Yield de várias empresas nesse site: http://mapamercado.vci.com.br/

Onde investir após Investment Grade – Small Caps

Após recebimento do segundo sêlo de investment grade pelo Brasil, os investidores precisam decidir em quais papéis apostar.

Neste post vou mostrar algumas opções interessantes, que seguem mais a linha de “investimento ativo”. Existem pequenas jóias do mercado que ainda não foram descobertas pelos estrangeiros e podem virar destaque pós-investment grade.

Que setores devem ser beneficiados?
O consenso do mercado é que as grandes beneficiadas serão as empresas que dependem de empréstimos de longo prazo, como as imobiliárias e bancos, e as diretamente ligadas ao consumo interno.

Largecaps ou Smallcaps?
É muito provável que o investidor tenha empresas como Petrobrás, Vale, Gerdau, Usiminas, Aracruz e VCP em sua carteira de longo prazo. O que muita gente não sabe, é que elas já possuíam o selo de grau de investimento muito antes do Brasil. Isto significa que já existiam fundos do exterior investindo nessas empresas.

Apenas agora, com o segundo sêlo, o Brasil passa a receber oficialmente o grau de investimento. Com isso, alguns fundos estrangeiros poderão investir nas small caps (muitos fundos utilizam a política de investir apenas em países com tal classificação).

A seleção de Small Caps e Mid Caps
Benjamin Graham chama de investidor empreendedor aquele que investe ativamente, analisando empresas em busca de jóias sub-precificadas. Abaixo faremos uma lista de algumas small caps e mid caps interessantes e cabe ao leitor, analisá-las com maior profundidade.

Obs: No exterior, costuma-se considerar mid cap empresa com valor de mercado inferior a US$ 8 bilhões (dólares) e small cap abaixo de US$ 1 bilhão.

As recomendações abaixo estão longe de formar uma carteira, mas podem servir de início para uma investigação mais apurada. Acredito que Small Caps e Mid Caps podem ser mais exploradas, principalmente pelos investidores jovens que tem o longo prazo a seu favor. Nos próximos vamos esclarecer melhor como analisar os indicadores abaixo (Liquidez, P/VPA, ROE, Crescimento de PL, entre outros).

Sadia (SDIA4)

Setor
Consumo
Preço Atual
R$ 13,80
Valor de Mercado
R$ 9,5 bilhões
P/L
11,83x
P/VPA
3,1x
Cresc. PL 5a
87%
ROE %
18%
Liquidez Corrente
1,97
Endividamento Geral
1,85
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Receita operacional cresceu 24% em 2007
» Taxa de crescimento nos últimos 5 anos superior a 10% ao ano.
» Demanda aquecida no mercado externo
» P/L abaixo da média do setor (Perdigão com P/L acima de 35x)
» Joint Venture com Kraft Foods no mercado de queijos
» Forte crescimento do patrimônio líquido, que cresceu 200% de 2001 para 2008. Isto mostra o compromisso da empresa em reinvestir os ganhos em novas fábricas, P&D (pesquisa e desenvolvimento) e aquisições.

Pontos negativos:
» Recente alta nas ações deixa menos espaço para valorização
» Perde competitividade com queda do dólar no curto-prazo, pois 50% das vendas são para exterior
» Embargo causado por problemas sanitários, principalmente no setor agícola (newcastle, gripe aviária).

Banco Pine (PINE4)

Setor
Bancário (Crédito)
Preço Atual
R$ 12,90
Valor de Mercado
R$ R$ 1,1 bilhão
P/L
6,71x
P/VPA
1,44x
ROE %
20%
Liquidez Corrente
1,21
Endividamento Geral
6,22
Download Relatórios

Pontos positivos:
» P/L muito baixo para o setor
» Crescimento de 98% no lucro líquido no 1T08.
» Crescimento de 133% na carteira de clientes empresariais (1T07 e 1T08)
» IPO recente no subprime penalizou as ações nos últimos meses.
» Captação mais barata no exterior, com o Investment Grade.
» Crédito consignado (descontado na folha de pagamento) reduz o risco de crédito e é um dos principais produtos do banco.

Pontos negativos:
» Empresa pouco líquida corre grande risco em momentos de crise (vide crise de liquidez atual dos EUA). O índice de liquidez corrente está em 1,2x, o que é baixo para uma empresa de crédito deste porte.
» Financiamento de automóveis em prazos longos pode trazer risco de crédito, já que o consumidor brasileiro não esta acostumado a esses longos períodos de financiamento.

Hypermarcas (HYPE3)

Setor
Consumo
Preço Atual
R$ 21,99
Valor de Mercado
R$ 3,3 bilhões
P/L
9,90x *
P/VPA
4,85x
ROE
???
Liquidez Corrente
1,38
Endividamento Geral
1,80
Download Relatórios
* Calculado a partir de nossa projeção do lucro líquido usando dados do 1T08

Pontos positivos:
» Investimentos em marketing e aquisições com dinheiro captado no IPO.
» Múltiplo P/L muito atraente para o setor (Unilever internacional está próxima de 16x).
» Valor intangível de marcas como Engov, Epocler, Zero Cal, Assolan não entram na contabilidade (não são mensuráveis).
» Crescimento de 32% no EBITDA ajustado (comparação entre 1T07 e 1T08).
» Diversificação do portfólio de produtos.

Pontos negativos:
» Índice de liquidez muito baixo para o setor. Natura, Saraiva, Drogasil, estão entre 1,5x e 2,4x.
» Recente alta nas ações deixa menos espaço para valorização
» IPO muito recente costuma apresentar alta volatilidade.
» A ação pouco negociada na bolsa (baixa liquidez de negociação).
» Lei do Silêncio: Bancos e corretoras não podem comentar a empresa em IPOs recentes. Cabe ao leitor analisar por conta própria, assumindo os próprios riscos.

Fertilizantes Heringer (FHER3)

Setor
Fertilizantes
Valor de Mercado
R$ 1 bilhão
Preço Atual
R$ 23,49
P/L
13x
P/VPA
2,0x
ROE
16%
Liquidez Corrente
1,30
Endividamento Geral
1,64
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Múltiplo P/L e VPA muito atraente para o setor (Fosfértil com P/L em 23x e Yara Brasil 29x).
» Forte demanda com crescimento populacional e de renda. Setor em estágio inicial de ciclo de alta.
» Setor promissor de biocombustível/álcool.
» É indiferente a ‘modismo’ do setor agrícola, pois é utilizado em todos tipos de plantação (feijão, cana de açúcar, milho, soja, café, etc.)
» Forte crescimento nos resultados 1T08 (crescimento de 90% na EBTIDA e 81% na receita líquida).
» Redução em 31% nas despesas (de venda, gerais e administrativas). Com isso, a margem líquida subiu 7% em relação ao mesmo período do ano passado.
» Crescimento de 10% na fatia de mercado (Market Share subiu de 12,7% para 13,9%).
» Historicamente, o 3º e 4 trimestre apresentam resultados fortes e representam cerca de 70% das vendas. Por este motivo, pode ser interessante a compra desses ativos antes dos terceiro trimestre.

Pontos negativos:
» Crescimento no preço dos insumos para produção em mais de 70% nos últimos 12 meses.
» Redução na margem de lucro dos agricultores pode ser negativa para o setor, ainda mais com a valorização do real no curto-prazo.
» Sazonalidade causa discrepância nos resultados trimestrais.
» Boa parte dos insumos para produção dos fertilizantes são importados, o que pode ser negativo (mercado prevê valorização do dólar no longo prazo). Essa dependência cambial não pode ser compensada, já que a empresa está voltada para o mercado interno.

Mangels (MGEL4)

Setor
Rodas e Aço
Preço Atual
R$ 16,78
Valor de Mercado
R$ 294 milhões
P/L
7,76x
P/VPA
1,4x
Crescimento PL 5a
25%
ROE
18%
Liquidez Corrente
2.13
Endividamento Geral
2.47
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Extremamente beneficiada com aumento da venda de automóveis
» Alongamento do financiamento do automóvel deixa mais dinheiro para usuários gastaram com acessórios (rodas de liga leve).
» Maior plano de investimentos da história, iniciado em 2007. No total, estão sendo investidos R$ 192 milhões entre 2007 e 2009.
» Mercado de aço aquecido (construção civil e setor de automóveis). A empresa vende para setores: automobilístico, construção civil, autopeças, eletrodomésticos.
» 94% da receita está ligada ao mercado interno, que é o mais beneficiado com o Investment Grade.

Pontos negativos:
» Endividamento elevadíssimo (Divida Bruta/Patrimônio está em 174%).
» Margem líquida apertada de 6%. A empresa precisa trabalhar para melhorar esta margem, com corte de despesas.
» Crescimento do patrimônio líquido baixo para o setor. De 2001 para 2008 o PL subiu apenas 42%, de 140 milhões para 200 milhões. Com este novo plano de investimento a empresa deve acelerar este crescimento nos próximos anos.