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Considerações sobre Expo Money 2008

Tivemos a grande oportunidade de participar dos três dias da maior feira educacional de investimentos do Brasil. Estivemos uma boa parte do tempo no estande da nossa patrocinadora, o LinkTrade, e assistimos algumas palestras.

Senti que as palestras do Expo Money desse ano foram marcadas pela dualidade entre Análise Fundamentalista x Análise Gráfica. Enquanto alguns palestrantes defendiam com certo fanatismo a análise de gráficos, outros tiravam sarro. A única palestra que vi e que mostrou os lados positivos de ambas análises foi a do Cerbasi.

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Considerações sobre Expo Money 2008

Tivemos a grande oportunidade de participar dos três dias da maior feira educacional de investimentos do Brasil. Estivemos uma boa parte do tempo no estande da nossa patrocinadora, o LinkTrade, e assistimos algumas palestras.

Senti que as palestras do Expo Money desse ano foram marcadas pela dualidade entre Análise Fundamentalista x Análise Gráfica. Enquanto alguns palestrantes defendiam com certo fanatismo a análise de gráficos, outros tiravam sarro. A única palestra que vi e que mostrou os lados positivos de ambas análises foi a do Cerbasi.

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Vai começar a investir agora? Leia esse post primeiro


Uma das maiores dificuldades para conseguir um investimento de sucesso é traçar uma estratégia. E mais difícil do que traçá-la é segui-la.

Qualquer investidor, por mais iniciante que seja, precisa ter em mente um plano, uma regra, uma estratégia de investimento que deve ser seguida ao longo do tempo.

Vou comentar nesse post alguns parâmetros que sigo para traçar a minha.

O primeiro de todos: Quanto de risco você está disposto a correr?

Essa pergunta é básica e todo o investidor deve fazer uma auto-análise para ver o quanto de risco está disposto a correr.

Quanto maior o risco, maior o lucro (ou prejuízo).

Eu me considero um investidor de risco médio-alto. Mantenho em minha carteira de ações 70% em blue ships (empresas grandes e consolidadas como Petrobrás e Vale) e 30% em small caps (empresas pequenas e com boas chances de crescimento como Mangels e Confab) e dinheiro especulativo (apostas para o curto-prazo).

Qual o tempo que você vai deixar o seu dinheiro investido?

Uma regra que você tem que ter clara é por quanto tempo seu dinheiro ficará aplicado. Você planeja comprar um carro ou um apartamento? É um dinheiro que só vai ser usado na aposentadoria? Vai usá-lo para pagar sua viagem de formatura? Vai pagar uma pós-graduação?

Após fixado o prazo, aloque sua carteira de acordo com o tempo que ela ficará investida. Quanto menos tempo, menor deve ser a parcela em investimentos de risco como ações.

Minha carteira é para longo prazo, algo em torno de 10 anos. Levando em conta o risco que quero correr (médio-alto) e o prazo vou ficar investido, divido minha carteira da sequinte maneira: 40% em renda fixa, 30% em multimecados e 30% em ações.

Que tipo de análise você seguirá?

Existem dois tipos de análise para a compra e venda de ações: a fundamentalista e a técnica. Estude as duas profundamente e veja qual tem mais o seu perfil. Ambas têm suas vantagens e desvantagens, mas nenhuma é 100% certa ou 100% errada.

Eu, como um investidor de longo prazo, optei pela análise fundamentalista. Gosto de escolher minhas empresas pelo que elas realmente são. Antes de comprar qualquer ação, analiso seu valor intrínseco, suas projeções, a perspectiva do setor, etc.

Utilizo a analise técnica apenas para ver se é uma boa hora para compra. Sempre dou uma olhada no gráfico, vejo seu IFR (índice de força relativa), sua tendência. Mas em nenhum momento uso essa análise escolher a empresa que vou investir, apenas para achar uma possível hora para entrar

Após a compra, acompanhe as notícias e relatórios da empresa

Depois de adquirir ações de uma empresa, não jogue-as no limbo. Acompanhe sempre o que ela está fazendo, as aquisições, as reestruturações. É um costume trabalhoso.

Uma vez a cada quinze dias dê uma procurada por notícias das suas empresas, leia o que a mídia está falando dela. Você pode usar esse site para procurar www.google.com/news.

Mantenha uma disciplina e siga o seu plano

Esse é o item mais difícil. Após traçar sua estratégia de investimento, siga ela a risca. Com toda a certeza do mundo, você passará por crises na bolsa. É nessa hora que um investidor fraco se distingui de um investidor de sucesso. É muito difícil manter a disciplina quando você comeca a perder dinheiro.

Sempre que ficar nervoso com as oscilações do merdado, reveja suas estratégias. Pensem no prazo que você fixou, nos ganhos acumulados desde que comecou a investir, leia esse post de como agir em épocas de crise, mantenha a cabeça fria.

O momento que estamos vivendo agora é um ótimo exemplo para testar a sua disciplina.

 

crédito da foto: http://www.more4kids.info/index.php?tag=saving-money

Como investir em épocas de crise?

Num momento delicado como o que estamos passando, a melhor estratégia para um investidor consciente é manter-se calmo e racional.

Todo investidor, por mais iniciante que seja, precisa seguir uma estratégia ao investir. Ele precisa ter claro em sua mente os prazos de seu investimento, o tipo de estudo que vai fazer para comprar ações (análise fundamentalista ou técnica), a alocação do dinheiro que vai para ações, renda fixa, multimerdados.

Em uma época como essa é que o investidor é testado. É na crise que sabemos se ele será capaz de investir conscientemente e seguir a estratégia traçada para seus investimentos.

Vou listar três simples fatos que podem tranqüilizar um o investidor.

Historicamente, a bolsa sempre sobre

Durante toda a vida da bolsa, houveram dezenas de crises, umas mais fortes que as outras, mas todas tiveram sua baixa recuperada após algum tempo.

Veja esse gráfico de 5 anos de bolsa. Em nenhum momento a bolsa parou de subir no longo prazo.

Seus R$0,60 na verdade valem R$1,00

Existem duas expressões comuns no mercado financeiro, o “valor de mercado” de uma empresa e o seu “valor intrínseco”.

O valor intrínseco nada mais é do que o valor que a empresa realmente vale, ou seja, o seu valor levando em conta o lucro, patrimônio liquido, perspectivas do setor, fluxo de caixa, etc.

O valor de mercado de uma empresa é o valor que o mercado de ações está dando para ela naquele instante. Esse valor é indicado pelo valor de sua ação.

Na bolsa, boa parte das empresas está com o seu valor de mercado menor do que seu valor intrínseco. Em uma época de crise como essa nada mais racional do que pensar no valor intrínseco da empresa em que você investe e deixar a euforia e nervosismo do mercado de lado.

A excelente chance de comprar papeis de boas empresas

Quando ocorre uma queda forte, uma ótima oportunidade para compra aparece. A premissa básica de qualquer investidor (e que o mega investidor Warren Buffet sempre cita) é “comprar na baixa e vender na alta”. Não existe conta mágica, é pura matemática.

Créditos das fotos: advfn e oscarbjarna

A partir de quanto dinheiro devo investir na bolsa?

Essa é uma pergunta que alguns amigos meus já me fizeram e eu acho que vale a pena um post para explicar.

A resposta é: A partir de qualquer quantia! A diferença é o jeito que você vai investir!

Para quantias pequenas de até R$ 2.000, recomendo investir através de fundos do seu banco. Todos os bancos dispõe de fundos de ação, sejam eles exclusivos da Petrobrás ou Vale ou fundos mais diversificados que investem em setores específicos ou que buscam seguir indicadores como o ibovespa.

Para quantias maiores, a partir de R$ 2.000 eu recomendo investir através de corretoras de valores.

Por que?

A explicação é puramente matemática. Mas antes eu irei explicar brevemente as taxas que são cobradas em cada caso.

No caso de um fundo de investimento

Quando você investe em ações através de um fundo de investimento, você paga o Imposto de renda e a Taxa de administração.

O imposto de renda de um fundo de investimento em ações é fixo em 15%.

A taxa de administração é a quantia que os bancos cobram para gerenciar o seu dinheiro. O valor costuma variar de 1% a 4% por ano e incide sobre o valor investido. Na tabela de rentabilidade do fundo, essa taxa já vem deduzida.

No caso de uma corretora

Quando você investe em ações através de uma corretora de valores, você paga o Imposto de Renda, a taxa de custódia e a taxa de corretagem.

O Imposto de Renda só é cobrado se você vender mais de R$20.000 num mês e obtiver lucros. Se vender menos do que isso você é isento.

A taxa de custódia é a mensalidade da corretora. Muitas corretoras hoje em dia não cobram mais essa taxa.

A taxa de corretagem é um valor que você paga quando faz uma compra ou uma venda de ações. Esse valor muda de corretora para corretora. A Ágora, por exemplo, cobra R$20,00 de corretagem e a Ativa R$15,00.

Explicando

Suponha que você vá comprar R$1000,00 em ações da Petrobrás.

Se você for aplicar pelo fundo do banco, não pagará nada pela compra, apenas o IR no saque e a taxa de administração anual.

Se você for comprar pela corretora (suponha que estamos usando a corretora Ágora). Você pagará só por fazer a compra, R$20,00 de corretagem. R$20,00 é 2% de R$1000,00 e isso nos diz que só para seu investimento pagar a corretagem ele terá que render 2%! E pior, quando você vender, você pagará mais R$20,00!!

Quando você for fazer compras acima de R$2000,00 a corretagem começa a ser diluída e aí sim começa a valer.

Observações extras

O imposto de renda, a taxa de custódia e a taxa de administração também devem ser analisadas na hora de escolher por qual meio investir, porém, para ser mais didático, preferi focar só na corretagem pois é onde incide o maior peso e os investidores inexperientes não tomam cuidado.

Existem muitas corretoras que cobram a corretagem levando em conta a quantidade de dinheiro movimentado. Nesses casos, é o calculo fica mais perigoso e essa regrinha dos R$2000 não se aplica.

Crédito da foto: Jay D

Gurus de investimento: Warren Buffett

Acredito que na vida sempre é bom termos pessoas como exemplo, seja pelos seus atos, pelo seu caráter, pelos seus pensamentos. Iniciaremos no blog uma série de posts sobre os maiores investidores do mundo para mostrar como pessoas normais tiveram grande sucesso financeiro investindo em empresas.

O primeiro guru de investimento que quero comentar é o que teve mais sucesso dentre todos, o Warren Buffett. Ele manteve o posto de homem mais rico do mundo por 13 anos e hoje possui uma fortuna estimada de 62 bilhões de dólares. Historicamente obteve um retorno anual de 22,3% durante 36 anos.

O método de Buffett é simples. Seus passos são facilmente seguidos por qualquer pessoa que consiga manter uma disciplina. Ele consiste basicamente em 4 passos, sendo que o primeiro deles é o mais difícil de obedecer.

Passo 1: Desligue-se do Mercado de ações

O mercado de ações é movido por pessoas. Pessoas são facilmente afetadas por emoções momentâneas. Se o mercado está bom as pessoas ficam eufóricas e excitadas, se ele está mal, a tendência é se deprimirem.

Buffett diz que um investidor nunca deve permitir que o mercado dite seus atos. Se você seguir a euforia momentânea da multidão, certamente terá um grande insucesso em seus investimentos.

Passo 2: Não deixe a economia incomodar

Como ocorre com o mercado de ações onde pessoas desperdiçam tempo se incomodando, o mesmo não deve ocorrer com os indicadores econômicos.

O futuro econômico é incerto, ninguém tem o poder de prevê-lo com exatidão. Buffett diz que o investidor que busca investimentos baseados em projeções econômicas é um tolo. Ele deve preferir empresas que lucre independentemente da economia, empresas que possam lucrar na maioria dos cenários.

É claro que forças macroeconômicas podem afetar os negócios, mas na média, as empresas escolhidas devem lucrar mesmo com esses declínios.

Buffett dá um simples exemplo, a maioria dos homens tem que se barbear e as mulheres se depilar, logo a Gillette é uma boa empresa para investir, pois seu mercado nunca deixará de existir.

Passo 3: Compre uma empresa, não uma ação

Estime o valor intrínseco da empresa. O valor que você pagar por ela deve ser em média 40% mais barato do valor intrínseco que estimou.

Buffett diz que uma empresa deve ser escolhida seguindo alguns princípios:

  • Simplicidade: as companhias devem ser fáceis de entender, o investidor deve saber claramente de onde vem o lucro, as vendas, a receita, as despesas da empresa
  • Experiência: a empresa deve ter passado em sua história por diferentes ciclos econômicos, ela deve mostrar habilidade suficiente para contornar dificuldades e aproveitar oportunidades
  • Perspectiva a longo-prazo: a melhor empresa é aquela que vende um produto necessário ou desejável e sem substituto próximo
  • Bons administradores: Um dos principais pontos é saber quem administra a empresa. O gerente é honesto com seus acionistas? Ele sabe como administrar sua equipe? Ele sabe como reinvestir os lucros?
  • Foque no patrimônio líquido não no lucro por ação: um investidor deve medir o desempenho da empresa pelo crescimento do patrimônio líquido e não por quanto a ação gerou de renda no período
  • Margem de lucro e reinvestimento: a empresa deve sempre trabalhar com uma alta margem de lucro e que para cada dólar retido a empresa deve ter aumentado pelo menos um dólar em seu valor de mercado

Venda suas ações somente quanto:

  • o valor de mercado ultrapassar significativamente o valor intrínseco
  • a empresa não estiver crescendo a uma taxa satisfatória
  • precisar de dinheiro para investir em uma empresa melhor

Passo 4: Seu portfólio de empresas

Buffett acredita que diversificar demais a carteira só é necessário quando os investidores não sabem o que estão fazendo. Ele diz que um investidor inteligente é capaz de escolher de cinco a dez companhias com preços sensatos e que possuam vantagens competitivas a longo-prazo, a diversificação tradicional não faz sentido.

LImite-se aos investimentos que consiga entender. De outra forma você nunca conseguirá medir o verdadeiro valor daquilo que investe.

Dividend Yield, quanto de dividendos uma empresa paga?

Continuando a série de artigos explicativos sobre alguns indicadores que todo investidor deve conhecer, irei falar um pouco sobre o Dividend Yield.

Toda a empresa aberta em bolsa paga a seus acionistas uma parcela do lucro conhecido como dividendo. Esse pagamento é proporcial a sua fatia da propriedade da empresa (ou seja, o número de ações que você possui). O indicador Dividend Yield nos diz quanto tal empresa paga ao seu investidor.

O indicador é muito simples de entender, ele é uma divisão de quanto a empresa paga de dividendo por ação pelo preço da ação:

Esse pagamento pode ser anual, semestral, mensal, semanal, etc. Depende de empresa para empresa.

Exemplificando

Vamos pegar um exemplo, a Petrobrás (PETR4), que tem o Dividend Yield nos dias de hoje igual a 1,7%.

Se você tem 100 ações da Petrobrás no dia de pagamento do dividendo e o preço do papel está em R$45,00, com uma simples conta chegamos ao valor de dividendos pago:

Logo o dividendo pago por ação é de:

Multiplicando o dividendo pelo número de ações que temos:

Chegamos ao total de 76,5 reais pagos por termos 100 ações da Petrobrás, simples não?

Tais pagamentos entram direto na sua conta corrente da corretora, basta olhar o extrato e lá estará o dinheiro!

Algumas empresas que paga bons dividendos

Alguns setores como energia elétrica e bancos são conhecidos pela alta porcentagem de Dividend Yield, segue abaixo uma pequena lista de empresas que paga bons dividendos:

  • CPFL Energia (CPFE3) – 9,66%
  • CEMIG (CMIG4) – 5,49%
  • Eletropaulo (ELPL5) – 13, 62%
  • Santander (SANB3) – 7,42%
  • Unibanco (UBBR11) – 3,92%
  • Usiminas (USIM5) – 4,05%

Conclusões

Olhar o Dividend Yield de uma empresa também é recomendado na hora de fazer uma escolha. Empresas que paga bons dividendos são interessantes de se ter na carteira.

Como o indicador é uma fração que varia conforme o preço da ação, uma porcentagem muito alta pode ser consequência de uma ação muito barata, por tanto não compare o Dividend Yield de duas empresas sem antes ver o preço da ação.

Você pode ver o Dividend Yield de várias empresas nesse site: http://mapamercado.vci.com.br/

O indicador P/L

Um dos indicadores mais utilizados para análisar uma ação é o Preço/Lucro, também conhecido como P/L. Resumidamente, esse indicador nos dá indícios se uma ação está barata ou cara.

O P/L é um indicador bastante simples e é um bom critério de comparação entre duas empresas de um mesmo setor.

Um exemplo prático, o P/L da GGBR4 (Gerdau) está nos dias de hoje em 24,41 e o da USIM5 (Usiminas) em 15,00. Comparando os dois papéis poderiamos dizer que USIM5 está mais atraente do que GGBR4 pois seu P/L é menor.

Uma analogia simples e explicativa para entender o P/L é a seguinte: Suponha que você tenha investido R$1000 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro de igual ao valor que comecou, ou seja, um lucro de R$1000.


Problemas do P/L

O P/L é um belo indicador porém NUNCA deve ser a única forma de análise de uma empresa. Ele deve ser usado como um critério a mais na sua decisão, mas não ser a base dele. O Preço/Lucro não responde bem para várias situações, entre elas posso citar algumas:

  • Empresas com crescimento anormalmente rápidos podem ser boas para investir e ter o P/L distorcido devido a esse crescimento
  • Comparar P/Ls de empresas de diferentes setores pode ser perigoso. Por exemplo, O P/L de papéis de empresas de tecnologia, que contam com maiores perspectivas de crescimento, tende a ser mais elevado que o indicador para o setor de energia elétrica.
  • Um evento atípico pode fazer o lucro de uma empresa crescer astronomicamente e como consequência, seu P/L diminuirá. Por ter sido um evento não-comum, pode ser perigoso levar em conta o P/L dessa empresa.
  • Diferenças na contabilidade do cálculo do Lucro de uma empresa pode gerar um P/L irregular
  • A regra de que o P/L é igual ao número de anos necessários para ter um lucro igual ao seu dinheiro investido inicialmente quase nunca é valida pois o P/L varia muito com o decorrer do tempo.

Então por que usar o P/L?

O indicador, atrelado a uma análise das perspectivas da empresa podem indicar uma boa compra. Se uma empresa tiver uma boa rentabilidade, bons lucros, e não houver nenhuma razão para uma deterioração, um P/L baixo é atrativo, especialmente se estiver inferior ao seu nível histórico.

Como calcular um P/L?

Essa é a parte chata que todo mundo pula! Se preferir, entre direto nesse site, coloque a ação que deseja ter o P/L e pronto: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=PETR4&tipo=1

Agora se você é curioso, calcular o Preço/Lucro não é dificil. A formula é simples:

Formula do P/L

O númerador é o preço por ação, aquilo que você acompanha todo dia no site. O denominador é o lucro da empresa dividido pelo número de ações disponíveis no mercado.

Vamos a um exemplo prático, o da BBAS3 (que só possui ações ordinárias e facilitam o cálculo) com os valores de hoje (19/05/2008) retirados desse site: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=bbas3&x=823&y=71

  • Preço da ação: 29,90
  • Quantidade de ações ordinárias disponíveis no mercado: 2.542.180.000
  • Lucro líquido nos últimos 12 meses: 5.996.790.000

Fazendo umas continhas para achar o lucro por ação:

  • Lucro por ação = Lucro líquido / Quantidade de ações
  • Lucro por ação = 5.996.790.000 / 2.542.180.000
  • Lucro por ação = 2,359

Aplicando a fórmula do P/L com os dados

  • P/L = Preço da ação / Lucro por ação
  • P/L = 29,90 /2,359
  • P/L = 12,67

Obs.: Para papéis tipo PETR4 que possuem ações ordinárias e ações preferenciais o cálculo muda um pouco, é necessário fazer soma ponderada do Lucro por ação. Para termos didáticos, usei o BBAS3.

A melhor época para investir é durante a juventude

A melhor época para comecar a investir é enquanto se é jovem. Posso explicar essa afirmação em uma frase: É durante a juventude que você pode correr o maior número de riscos.

Em várias conversas de bar, muitas pessoas brincam comigo me chamando de velho pois faço “coisas de velho” como investir na bolsa e me preocupar com previdência e aposentadoria. Sempre levo na bricadeira e entro no jogo, mas essas conversas já me fizeram pensar no porquê comecei a investir tão jovem. Consigo explicar, com facilidade, os motivos que me levaram a estudar e gostar tanto esse mundo.

É durante a juventude que se pode correr riscos. É nessa fase da vida que você tem mais liberdade para arriscar todos os seus ganhos. Se você mora com seus pais, não precisa pagar as contas de luz, água, telefone, IPTU, a comida está sempre na geladeira, você usa o plano de saúde da sua família, seus estudos estão garantidos! Enquanto jovem, você não tem que sustentar uma família com seu salário, ninguém depende financeiramente de você.

Todo dinheiro que você ganha é lucro! Então, por que não aproveitar e arriscar uma boa parte dele? Se der TUDO errado e você perder TODO o seu dinheiro, no máximo você ficará triste! Não tem ninguém que depende desse dinheiro para sobreviver. Na realidade, esse é um cenário quase impossível! Certamente, se tiver o mínimo de responsabilidade, você perderá, no máximo, 20% do seu investimento!

Eu, por exemplo, chego a investir aproximadamente 60% de tudo que ganho do meu simples salário de estágiario e dos meus trabalhos de freelance. Quando envelhecer e você precisar sustentar sua casa e sua família, fica cada vez mais difícil separar uma porcentagem do seu salário para investí-lo, se sobrar 10% dele você já é uma exceção no mundo.

O jovem tem o tempo a seu favor

Uma vez entendido que é uma ótima hora para se correr riscos, basta analisar um pouquinho o juros composto para se impressionar e se empolgar com como você pode juntar muito dinheiro apenas se dando ao trabalho de estudar investimentos.

Vou exemplificar com números super palpáveis. Imagine que você invista R$500,00 todo mês durante os próximos 10 anos. Suponha que seu investimento retorne por mês um lucro de 1,3% (o que não é nenhum absurdo de conseguir).

Esse simulador aqui: http://www.shopinvest.com.br/br/pop_retorno.asp nos diz que se mantermos esses números, você terá poupado R$142.000! Nada mal né? Ainda mais que na “realidade” você depositou apenas R$58.000, os outros R$84.000 vieram de rendimento. 10 anos passa muito rápido! É o tempo de ver 2 copas do mundo e de votar 2 vezes para presidente! Imagine o quanto não se consegue se poupar por 30, 40 anos! É para chegar na casa do 6 zeros!

Olhe o gráfico desse mesmo investimento para 20 anos (o eixo y é o valor total do seu investimento e o eixo x os anos)

No final de 20 anos, você terá nada mais nada menos do que R$900.000 em conta!

Imagine esses números para sua realidade. Quanto você consegue economizar por mês? Se você se empenhar no mundo dos investimentos, não duvido que consiga rendimentos maiores do que 1,3% por mês!

Crédito da foto: michelleelise

Análise fundamentalista x Análise técnica

Nesse post irei abordar um assunto conhecido de todo mundo. Trata-se das diferenças entre a análise fundamentalista e a análise técnica. Acredito que todo blog que se mete a falar de investimentos deveria pelo menos tocar nesse assunto. Para não ser diferente, irei escrever um pouco sobre ele também.

No mundo da bolsa de valores existem dois principais métodos de análise de ações, a análise fundamentalista e a análise técnica. Ambas são amplamente usadas e como tudo no mundo, tem suas vantagens e desvantagens.

Pessoalmente, gosto e recomendo a análise fundamentalista (que aliás é a base de análise utilizada para a maioria dos posts desse blog).

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista baseia-se em analisar o valor intrínseco da empresa, em achar o seu preço justo. Essa escola usa como pilar a análise de lucro, faturamento, preço de mercado, perspectiva do setor, sazonalidade, etc.

Essa método demanda tempo e estudo do investidor. É necessário que ele aprenda a entender muitos indicadores e conceitos (P/L, P/VPA, EBIDITA, lucro, ativo, endividamento, sazonalidade), acompanhar notícias sobre a empresa, saber se o setor em que ela atua é promissor, identificar se é uma empresa sadia, que possiu bons líderes, etc.

Esse processo para achar o valor da empresa é chamado de Valuation e ao fazer a análise de todos esses indicadores, você terá informações suficientes para saber se é uma boa hora para comprar ações.

Análise técnica

A análise técnica, conhecida também como análise gráfica, se baseia no estudo do histórico da ação. Nela o investidor deve analisar o gráfico do papel e encontrar padrões. Esse padrões indicam uma boa hora para compra e venda.

São muitos os padrões que essa escola usa, entre elas, o IFR (Índice de Força Relativa), a média móvel, o canal de suporte e resistência.

A análise técnica é amplamente utilizada pois é relativamente fácil de aplicar. Existem inúmeros programas que analisam o histórico do papel, varrem ele em busca de padrões e indicam se é um bom momento para movimentá-lo.

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