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Como descobrir a composição da carteira de um fundo

Boa parte dos fundos de investimentos não divulga a composição de suas carteiras com a intenção de proteger sua estratégia do mercado ou até mesmo esconder operações arriscadas.  O investidor não deveria se contentar em saber apenas a rentabilidade passada, mas sim, como ela foi atingida.

O site da CVM mostra a composição da carteira de todos os fundos mês a mês, com três meses de atraso.  A carteira pode ser composta por ações (Ex: Petr4, Vale5), Opções, Caixa, CDBs, Títulos do Governo, Títulos privados, CDBs, operações no mercado futuro de dólar e juros, cotas em outros fundos, etc.

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Queda dos juros & investimentos

Depois da percepção de que a crise no Brasil não é uma simples marolinha, o Banco Central optou pela redução da taxa básica de juros.

A notícia é boa para as empresas, excelente para o mercado de ações e ruim para os investidores em renda fixa, que terão que se contentar com rentabilidades de um dígito (abaixo de 10%).
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Ganhando dinheiro com aluguel de ações

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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Investidores de longo prazo não deveriam se contentar apenas com os dividendos distribuídos pelas empresas. Existe uma forma pouco conhecida, mas eficiente, de aumentar a rentabilidade em uma carteira de longo prazo: o aluguel de ações. Assim como imóveis, você pode alugar suas ações para outras pessoas, garantindo uma renda extra enquanto não precisa vendê-las.

O contrato de aluguel é acertado entre o doador (proprietário das ações) e o tomador (normalmente é um especulador de curto prazo apostando na baixa das ações). As taxas médias de aluguel costumam variar entre 0,5% e 6% ao ano.

Benefícios: A definição das condições do aluguel são definidas pelo proprietário: o prazo de aluguel geralmente é para 30 ou 60 dias e a taxa deve ser escolhida próxima a a média desta tabela da CBLC. A distribuição de juros sobre capital próprio ou dividendo no período do aluguel pertence ao proprietário e o pagamento do aluguel é feito no primeiro dia útil após a finalização do contrato, quando o tomador devolve as ações.

Riscos: O principal risco para o investidor é que, enquanto estão alugadas, as ações não podem ser vendidas. Isto pode ser ruim caso as ações subam demais e você queira realizar o lucro ou caiam demais e você queira limitar o prejuízo. Além disso, existe um risco mínimo do tomador não devolver suas ações. Este fator é evitado, pois a CBLC é intermediadora deste tipo de operação e requer  garantias de 100% mais uma margem de segurança. Esta garantia pode ser um depósito em dinheiro ou títulos.

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Investimentos protegidos da inflação

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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O investidor inteligente precisa garantir que seu dinheiro está protegido da mais silenciosa devoradora de patrimônio: a inflação. Quem deixou o dinheiro parado na conta bancária durante no ano passado, perdeu quase 6% em poder aquisitivo: R$ 100,00 depositados no começo do ano valiam apenas R$ 94,00 em dezembro.

Existem opções de investimentos com rentabilidade acima da inflação. Algumas delas são indexadas diretamente pelo indicador (os títulos públicos, por exemplo) e outras que garantem uma proteção indireta, causada pelo repasse de preços ao consumidor ou reajuste da receita pela inflação.
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A fusão entre Perdigão e Sadia

Sempre olhei com bons olhos o setor de alimentos e o considero obrigatório em qualquer carteira de ações. Além da preocupação em não concentrar meus investimentos em commodities, acredito que seja um dos setores mais promissores no longo prazo.

O ritmo de produção de alimentos no mundo não vem acompanhando a demanda devido ao rápido crescimento populacional. Na revista Veja do ano passado, lembro da reportagem com o título Vai ter (comida) para todo mundo?” que começava com a frase: “O planeta mal consegue alimentar 6,7 bilhões de bocas hoje. O que ocorrerá em 2050, quando seremos 9,2 bilhões de terráqueos? A comida será cara e rara como nunca.
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Investindo com inteligência: Como maximizar lucro na Renda Fixa

Sempre tive a impressão que grandes bancos querem empurrar produtos pouco rentáveis para nós e muito lucrativos para eles. Não são apenas os micos dos Títulos de Capitalização, mas também fundos com taxas de administração abusivas. Suspeito que os gerentes têm cotas mensais para vender esses micos, pois vivem ligando para oferecer.

Assistindo a palestra do Cerbasi na Expo Money, lembro dele falando que atingiu seu primeiro milhão fazendo decisões inteligentes sobre seus investimentos.

Uma das decisões que tomei foi não aceitar taxas de administração abusivas cobradas pelos bancos. A motivação para escrever este desabafo é para mostrar como o brasileiro é desinformado, deixando os grandes bancos roubarem suas economias.

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Margem de segurança de Graham aplicada ao Brasil

Existem algumas formas de abordar o conceito de margem de segurança. A primeira delas se baseia na diferença entre o valor intrínseco e o preço da ação no mercado. Nas palavras do próprio Buffet, “Preço é o que você paga, valor é o que você tem”.

Benjamin Graham finaliza o livro “O Investidor Inteligente” mostrando uma perspectiva diferente deste conceito, fazendo uma comparação entre o poder de lucro da empresa e o rendimento de um investimento em títulos do governo.

Para chegarmos na margem de segurança, precisamos antes entender o conceito de poder de lucro.
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Entenda a recompra de ações

As ações da bolsa brasileira ficaram tão baratas que dezenas de empresas lançaram planos de recompra dos próprios papéis. Para os acionistas das empresas, essa é uma excelente notícia!

Nesses programas, as empresas costumam fixar um prazo para recomprar uma quantidade de ações no mercado. A Vale, por exemplo, aprovou um plano de recompra de aproximadamente R$ 5,6 bilhões, com prazo de 360 dias para execução.

As empresas que anunciaram tais planos provavelmente tem caixa em excesso, o que mostra uma situação financeira confortável para enfrentar a crise. Outro fator importante é que essas empresas consideram suas ações sub-precificadas (ninguém melhor do que a própria empresa para conhecer seu valor).
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Como mensurar a crise de liquidez: TED Spread

Investidores estão acompanhando a injeção de liquidez dos bancos centrais do mundo inteiro na tentativa de conter a crise. O movimento especulativo do mercado no começo da semana foi apenas um sinal de aprovação, mas não mostra uma melhora real no problema.

Para acompanhar o efeito dessas ações nos próximos meses, podemos usar um indicador do chamado TED Spread. Ele é a diferença entre as taxa de empréstimo interbancário (LIBOR) e taxas de juros do Tesouro dos Estados Unidos, ambos para um contrato de 90 dias.

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Empresas para investir na crise

A forte volatilidade dos mercados está deixando muitos investidores enjoados. O sobe e desce da bolsa deve continuar nos próximos meses, principalmente pela incerteza das medidas emergenciais do governo americano para conter os efeitos da crise. Pode demorar muitos meses para o capital estrangeiro voltar e elevar o preço das ações a patamares mais justos.

A queda no preço das ações abriu grandes oportunidades de compra em todos os setores. Apesar disso, os investidores estão mais cautelosos em suas escolhas. Pensando neste cenário, resolvi selecionar algumas empresas que devem sofrer menos com a crise e a possível desaceleração do crescimento asiático.

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