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Informações que precisamos saber antes de comprar uma ação

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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A era da informação nos proporciona mais dados do que podemos ler. Por este motivo, resolvi listar algumas informações básicas que devemos saber extrair sobre empresas no meio de tantas notícias e relatórios.

Ao escrever este post, estou supondo que você já escolheu as empresas utilizando algum método de mineração de ações. Caso não tenha escolhido, sugiro que leia o post sobre como encontrar ações para investir pelo método Joel Greenblatt, escrito pelo Allan.

A maioria das informações abaixo podem ser extraída no site de Relação com Investidor da empresa. Outros gráficos e indicadores retirei do site Fundamentus. Para alguns exemplos, vou usar a empresa Vale  cujos relatórios podem ser baixados no sitewww.vale.com.br/ri (Apresentação 2010 e Relatório Trimestral 4t09). Os indicadores e gráficos podem ser encontrados em Fundamentus: Vale5.

Distribuição da receita da empresa

Fico surpreso que muita gente não faça idéia de onde vem a receita da empresa. O ideal é visitar o site de Relação com Investidores da empresa e baixar os relatórios trimestrais e anual.  Anote detalhadamente quais são as principais fontes de receita da empresa.  Ao ler manchetes de jornal com notícias do tipoVale quer aumento de até 100% no preço mundial do minério de ferro o investidor poderá medir o efeito sobre a empresa com os dados abaixo:

50% Minério de ferro
13% Níquel
4,5% Cobre
8% Pelotas
6% Logística de portos e Ferrovias
2% Carvão
1,4% ligas de ferro
36,9% China
16% Europa
9,5% Japão
15,6% Brasil
8,2% Estados Unidos e Canadá
3,6% Coréia do Sul

Receita da Vale – Mix de produtos

50% Minério de ferro
13% Níquel
4,5% Cobre
8% Pelotas
6% Logística de portos e Ferrovias
2% Carvão
1,4% ligas de ferro

Aposto que a maioria pensa que a receita é quase que totalmente de minério de ferro, mas na verdade é apenas metade.

Obs: Outro exemplo é no caso da Brasil Foods. É essencial que o investidor saiba a distribuição de receita pois epidemias e barreiras comerciais são comuns no setor.

Outro fator importante para saber é, das principais receitas da empresa, qual a contribuição que elas tem sobre o lucro. À Saraiva, por exemplo, tem a maior parte da receita no varejo (lojas e e-commerce). Porém, o lucro que ela gera é até que “pequeno”. Já a receita que vem da editora Saraiva é pequena, mas tem uma margem de lucro gigantesca.

Receita da Saraiva (2009)

1 bilhão – Lojas da Saraiva, Siciliano e E-commerce
335 milhões – Editora Saraiva

EBTIDA da Saraiva (2009)

49 milhões – Lojas da Saraiva, Siciliano e E-commerce
78 milhões – Editora saraiva

Veja como é importante entender que a Editora Saraiva é responsável por por 1/4 da receita, mas gera mais da metade do lucro.

Distribuição geográfica da receita

Precisamos saber como a receita está distribuida geograficamente. No exemplo da Brasil Foods, precisaríamos ficar atentos quanto às proibições de venda de determinados tipos de proteína em países europeus. Às vezes um notícia pode causar pânico e derrubar os preços das ações de uma empresa, mesmo que o efeito sobre a receita da empresa fosse pequeno.  Neste caso, cabe ao investidor atento julgar e fazer cálculos rápidos para ver se o pânico no mercado é real.

Receita da Vale – Distribuição Geográfica

36,9% China
16% Europa
9,5% Japão
15,6% Brasil
8,2% Estados Unidos e Canadá
3,6% Coréia do Sul

No caso da Vale, por exemplo, sabemos que às notícias da China são bem mais importantes do que os Estados Unidos.

Gráfico da  evolução da receita e lucro líquido (trimestre a trimestre)

A evolução da receita nos dá uma boa idéia da sazonalidade da empresa e do tipo de crescimento. Isto será importante na hora de ler um relatório trimestral. Empresas como Saraiva (editora e varejo) e Le Lis Blanc (roupas) só fazem lucro no primeiro e último trimestre , então o meio do ano sempre será fraco. Uma notícia do tipo “Le Lis Blanc tem prejuízo no segundo trimestre”,  é  quase que óbvia.

Gráfico da evolução do lucro líquido da Saraiva (SLED4) SLED4_lucro_trimestre O gráfico acima mostra para o investidor da Saraiva que os lucros são feitos no primeiro  último trimestre (1T e 4T).

Gráfico da  evolução da receita (ano a ano)

Existem empresas que tem grande sazonalidade de receita por diversos motivos. A Confab, por exemplo, depende de poucos clientes e grandes pedidos, causando grande oscilação na receita.  Agora existem outras empresas que, apenas olhando para o gráfico, podemos ver que são “empresas de crescimento”. Essa denominação é dada àquelas que estão em fase de reinvestimento de capital, pois ainda tem muito espaço para crescimento.  É o caso de Weg, Marcopolo, Randon.

Gráfico da evolução da receita da Confab CNFB-evolucao-receita Podemos notar uma forte oscilação na receita, devida à dependência de poucos contratos.

Gráfico de evolução da receita da Weg

wege3

Crescimento constante e quase que ininterrupto.

Obs: A taxa média de crescimento anual dos últimos 5 anos pode ser obtida no site Fundamentus.

Dividendos e Pay-out

Um gráfico muito interessante é o que mostra o lucro líquido e os dividendos pagos nos último anos. Veja abaixo o gráfico da Marcopolo (POMO4):

dividendos pomo4É fácil notar que a Marcopolo distribui quase 60% de todo o lucro para os acionistas na forma de proventos (dividendos e juros sobre capital). Com este gráfico em mãos, podemos ter uma boa idéia de quanto iremos receber por ano.

Uma outra utilidade deste gráfico é notar se a empresa é uma boa pagadora de dividendos, pois nem toda empresa mantém a essa regularidade (por lei, pelo menos 25% do lucro precisa ser distribuído).

Obs: Esse número (60%) é chamado de pay-out e é calculado dividindo-se os proventos pelo lucro dentro de um ano.

Gráfico do lucro líquido vs Receita = Margem

Comprar o gráfico do lucro líquido com receita é interessante, pois podemos ver qual é a flexibilidade da margem de lucros. Algumas empresas tem o custo fixo baixo e dificilmente dão prejuízos, pois uma redução na receita é quase que proporcional a redução no lucro (a Natura, por exemplo). Agora uma empresa como a Tam, que tem o custo atrelado ao preço do petróleo, fica com a margem muito instável. Eu prefiro empresas que não dão prejuízos, pois como diz Lirio Parisotto: “Empresas que não dão prejuízos, não quebram”.

Relatório trimestral

Você deveria ler o último relatório trimestral inteiro antes de comprar uma ação. Não basta ler a primeira página, pois ela sempre pode “esconder” informações preciosas. Às vezes a mídia também pode nos enganar, mesmo que sem querer.

A)De onde vem o lucro?

Muitas vezes lemos notícias do tipo  “Lucro da empresa XYZ cresce 1.000% “.  Mas podemos ter várias situações perigosas.

  1. O lucro pode ter  crescido muito percentualmente, pois o lucro do ano passado foi quase zero .
  2. O lucro, na realidade, foi proveniente de uma operação não-recorrente. Por exemplo, a empresa XYZ vendeu um terreno que não estava utilizando. Este tipo de operação ocorre muito freqüentemente e pode enganar o investidor desinformado.
  3. O lucro foi de uma especulação cambial e você poderá confirmar isso na parte de Resultado Financeiro.

B) Como está a liquidez e endividamento?

O relatório sempre traz uma nota explicativa sobre a distribuição do endividamento ao longos dos anos. É importante saber como está distribuído o endividamento para os próximos anos e em qual moeda (dólar, real, euro). Podemos também tirar alguns indicadores de liquidez no site do Fundamentus.

Se pegarmos o exemplo da Vale,  sabemos que a Liquidez Corrente está em 2 ou seja, ele tem 2 reais para cada 1 que deve no curto prazo (bom!).

No Fundamentus também podemos olhar a dívida líquida. Este indicador é calculado pegando a dívida bruta total e subtraindo as disponibilidades (caixa).

Algumas empresas possuem dívida líquida negativa, o que significa que elas tem mais dinheiro em caixa do que devem (É o caso da Grendene). Isso mostra que a empresa é saudável e nos dá indícios de que é pouco alavancada.

C) Quais as principais despesas e custos? O investidor também precisa descobrir a distribuição de despesas e custos da empresa. No caso de produtos, estará na parte de Custo do Produto Vendido. Já no caso de prestação de serviços, estará em Custo do Serviço Prestado.

Não precisa saber nos detalhes, o importante e notar quais os principal “ralos” que comem a receita.  Na Vale, por exemplo, podemos ver que 20% das despesas estão relacionadas ao custo da matéria prima, enquanto que o gasto com energia elétrica é de pouco mais de 16,4% e  o de salários, 15%.  Isso nos dá um bom indício que devemos ficar preocupados com o custo da energia elétrica e gás no Brasil. Especificamente nesta empresa, o aumento do custo da mão de obra é menos perigoso do que o da energia, já que temos escassez do gás  e problemas diplomáticos. A Natura gasta 35% da receita líquida com despesa de vendas, que é maior do que o custo de matéria prima e embalagem (26%).

Conclusão

Resolvi escrever este post pois algumas pessoas queriam saber por onde começar a estudar a empresa, depois de escolhê-la. Eu acredito que o investidor comum  não precisa saber fazer um valuation da empresa: deixe isso para os bancos. Preocupe-se com informações que irão ajudá-lo a entender como a empresa pode se comportar no futuro e como as notícias do dia-a-dia podem influenciá-la.

Não quis entrar em detalhes mais “técnicos”, mas é muito útil saber o básico de contabilidade, especialmente entender o fluxo do Demontrativo de Resultados (DER), os balanços e indicadores.

Desmistificando o P/L

peg-pegAprender o indicador P/L me deu um grande ânimo para começar a estudar a análise fundamentalista e incrementar minha “mineração” por boas ações.

É fácil entender o conceito básico por trás desse múltiplo, mas só depois de alguma convivência comecei a perceber a essência e os perigos por trás desse número mágico.

A maior crítica é que este indicador costuma sub-precificar empresas de forte crescimento e sobre-precificar as de baixo crescimento.  Uma empresa de e-commerce com crescimento anual de 15% com mesmo P/L de uma empresa elétrica com crescimento de 6% não pode ser “precificadas” da mesma forma.

Para tentar normalizar este “erro”, existe um indicador que pondera o P/L pelo crescimento chamado PEG, mas não vou entrar em detalhes porque não gosto dele.  Acho bem mais interessante mostrar porque uma análise de P/L pode apresentar resultados tão distantes do valuation.
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4 indicadores para analisar antes de comprar uma ação

Indicadores Toda vez que alguém me pergunta se deve ou não comprar uma ação eu sempre acabo perguntando a mesma coisa: Você já deu uma olhada no P/L, no P/VP, no Divident Yield e na Liquidez Corrente?

Esses 4 indicadores não garantem uma certeza absoluta de sucesso, mas se um investidor que está começando agora, analisar pelo menos esses 4 números antes de comprar uma ação, a chance dele fazer besteira diminui, e muito.

Descobrir esses indicadores é bem fácil. Basta entrar no site Fundamentus e buscar pela ação desejada.

P/L menor ou igual a 8

Já expliquei mais detalhadamente o indicador nesse post. Resumidamente podemos entender esse indicador com uma simples analogia: Suponha que você tenha investido R$1.000,00 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro igual ao valor que investiu inicialmente, ou seja, um lucro de R$1.000,00.

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Investimentos protegidos da inflação

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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O investidor inteligente precisa garantir que seu dinheiro está protegido da mais silenciosa devoradora de patrimônio: a inflação. Quem deixou o dinheiro parado na conta bancária durante no ano passado, perdeu quase 6% em poder aquisitivo: R$ 100,00 depositados no começo do ano valiam apenas R$ 94,00 em dezembro.

Existem opções de investimentos com rentabilidade acima da inflação. Algumas delas são indexadas diretamente pelo indicador (os títulos públicos, por exemplo) e outras que garantem uma proteção indireta, causada pelo repasse de preços ao consumidor ou reajuste da receita pela inflação.
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Como mensurar a crise de liquidez: TED Spread

Investidores estão acompanhando a injeção de liquidez dos bancos centrais do mundo inteiro na tentativa de conter a crise. O movimento especulativo do mercado no começo da semana foi apenas um sinal de aprovação, mas não mostra uma melhora real no problema.

Para acompanhar o efeito dessas ações nos próximos meses, podemos usar um indicador do chamado TED Spread. Ele é a diferença entre as taxa de empréstimo interbancário (LIBOR) e taxas de juros do Tesouro dos Estados Unidos, ambos para um contrato de 90 dias.

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Dividend Yield, quanto de dividendos uma empresa paga?

Continuando a série de artigos explicativos sobre alguns indicadores que todo investidor deve conhecer, irei falar um pouco sobre o Dividend Yield.

Toda a empresa aberta em bolsa paga a seus acionistas uma parcela do lucro conhecido como dividendo. Esse pagamento é proporcial a sua fatia da propriedade da empresa (ou seja, o número de ações que você possui). O indicador Dividend Yield nos diz quanto tal empresa paga ao seu investidor.

O indicador é muito simples de entender, ele é uma divisão de quanto a empresa paga de dividendo por ação pelo preço da ação:

Esse pagamento pode ser anual, semestral, mensal, semanal, etc. Depende de empresa para empresa.

Exemplificando

Vamos pegar um exemplo, a Petrobrás (PETR4), que tem o Dividend Yield nos dias de hoje igual a 1,7%.

Se você tem 100 ações da Petrobrás no dia de pagamento do dividendo e o preço do papel está em R$45,00, com uma simples conta chegamos ao valor de dividendos pago:

Logo o dividendo pago por ação é de:

Multiplicando o dividendo pelo número de ações que temos:

Chegamos ao total de 76,5 reais pagos por termos 100 ações da Petrobrás, simples não?

Tais pagamentos entram direto na sua conta corrente da corretora, basta olhar o extrato e lá estará o dinheiro!

Algumas empresas que paga bons dividendos

Alguns setores como energia elétrica e bancos são conhecidos pela alta porcentagem de Dividend Yield, segue abaixo uma pequena lista de empresas que paga bons dividendos:

  • CPFL Energia (CPFE3) – 9,66%
  • CEMIG (CMIG4) – 5,49%
  • Eletropaulo (ELPL5) – 13, 62%
  • Santander (SANB3) – 7,42%
  • Unibanco (UBBR11) – 3,92%
  • Usiminas (USIM5) – 4,05%

Conclusões

Olhar o Dividend Yield de uma empresa também é recomendado na hora de fazer uma escolha. Empresas que paga bons dividendos são interessantes de se ter na carteira.

Como o indicador é uma fração que varia conforme o preço da ação, uma porcentagem muito alta pode ser consequência de uma ação muito barata, por tanto não compare o Dividend Yield de duas empresas sem antes ver o preço da ação.

Você pode ver o Dividend Yield de várias empresas nesse site: http://mapamercado.vci.com.br/

O indicador P/L

Um dos indicadores mais utilizados para análisar uma ação é o Preço/Lucro, também conhecido como P/L. Resumidamente, esse indicador nos dá indícios se uma ação está barata ou cara.

O P/L é um indicador bastante simples e é um bom critério de comparação entre duas empresas de um mesmo setor.

Um exemplo prático, o P/L da GGBR4 (Gerdau) está nos dias de hoje em 24,41 e o da USIM5 (Usiminas) em 15,00. Comparando os dois papéis poderiamos dizer que USIM5 está mais atraente do que GGBR4 pois seu P/L é menor.

Uma analogia simples e explicativa para entender o P/L é a seguinte: Suponha que você tenha investido R$1000 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro de igual ao valor que comecou, ou seja, um lucro de R$1000.


Problemas do P/L

O P/L é um belo indicador porém NUNCA deve ser a única forma de análise de uma empresa. Ele deve ser usado como um critério a mais na sua decisão, mas não ser a base dele. O Preço/Lucro não responde bem para várias situações, entre elas posso citar algumas:

  • Empresas com crescimento anormalmente rápidos podem ser boas para investir e ter o P/L distorcido devido a esse crescimento
  • Comparar P/Ls de empresas de diferentes setores pode ser perigoso. Por exemplo, O P/L de papéis de empresas de tecnologia, que contam com maiores perspectivas de crescimento, tende a ser mais elevado que o indicador para o setor de energia elétrica.
  • Um evento atípico pode fazer o lucro de uma empresa crescer astronomicamente e como consequência, seu P/L diminuirá. Por ter sido um evento não-comum, pode ser perigoso levar em conta o P/L dessa empresa.
  • Diferenças na contabilidade do cálculo do Lucro de uma empresa pode gerar um P/L irregular
  • A regra de que o P/L é igual ao número de anos necessários para ter um lucro igual ao seu dinheiro investido inicialmente quase nunca é valida pois o P/L varia muito com o decorrer do tempo.

Então por que usar o P/L?

O indicador, atrelado a uma análise das perspectivas da empresa podem indicar uma boa compra. Se uma empresa tiver uma boa rentabilidade, bons lucros, e não houver nenhuma razão para uma deterioração, um P/L baixo é atrativo, especialmente se estiver inferior ao seu nível histórico.

Como calcular um P/L?

Essa é a parte chata que todo mundo pula! Se preferir, entre direto nesse site, coloque a ação que deseja ter o P/L e pronto: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=PETR4&tipo=1

Agora se você é curioso, calcular o Preço/Lucro não é dificil. A formula é simples:

Formula do P/L

O númerador é o preço por ação, aquilo que você acompanha todo dia no site. O denominador é o lucro da empresa dividido pelo número de ações disponíveis no mercado.

Vamos a um exemplo prático, o da BBAS3 (que só possui ações ordinárias e facilitam o cálculo) com os valores de hoje (19/05/2008) retirados desse site: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=bbas3&x=823&y=71

  • Preço da ação: 29,90
  • Quantidade de ações ordinárias disponíveis no mercado: 2.542.180.000
  • Lucro líquido nos últimos 12 meses: 5.996.790.000

Fazendo umas continhas para achar o lucro por ação:

  • Lucro por ação = Lucro líquido / Quantidade de ações
  • Lucro por ação = 5.996.790.000 / 2.542.180.000
  • Lucro por ação = 2,359

Aplicando a fórmula do P/L com os dados

  • P/L = Preço da ação / Lucro por ação
  • P/L = 29,90 /2,359
  • P/L = 12,67

Obs.: Para papéis tipo PETR4 que possuem ações ordinárias e ações preferenciais o cálculo muda um pouco, é necessário fazer soma ponderada do Lucro por ação. Para termos didáticos, usei o BBAS3.