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Oferta pública de Debêntures da BNDESPar – Uma alternativa interessante ao Tesouro Direto

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Começou nessa última terça-feira (24/11/2009) o período de reservas da oferta pública de Debêntures da BNDESPar. Eu particularmente gosto desse tipo de investimento, por isso acredito que vale a pena explorar um pouco o assunto aqui no blog.

O que são e para que servem as Debêntures?

As Debêntures são uma forma das empresas captarem dinheiro. A grosso modo, é como se elas fizessem um empréstimo em que o credor é o investidor que opta por comprar as debêntures emitidas.

Essas Debêntures são títulos de dívida de médio e longo prazo que as companhias emitem e que confere ao investidor que comprou o título um direito de crédito sobre ela.

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Queda dos juros & investimentos

Depois da percepção de que a crise no Brasil não é uma simples marolinha, o Banco Central optou pela redução da taxa básica de juros.

A notícia é boa para as empresas, excelente para o mercado de ações e ruim para os investidores em renda fixa, que terão que se contentar com rentabilidades de um dígito (abaixo de 10%).
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Qual a diferença entre fundos DI e RF?

Essa é uma pergunda fácil de ser respondida mas que muitos investidores não sabem.

A diferença básica entre os dois tipos é que os fundos DI aplicam boa parte do patrimônio em títulos do governo com taxa pós-fixada (por exemplo, o títulos LFT) e os fundos de Renda Fixa investem em títulos públicos pré-fixados (por exemplo, LTN e NTN).

O que isso significa?

Os fundos DI são mais indicados em momentos de alta de juros (aumento da taxa SELIC), pois seu rendimento varia junto com o indicador. Por exemplo a taxa SELIC (que hoje está em 12,75%) subisse para 14,75%, a rentabilidade do fundo DI irá acompanhar esse movimento.

Os fundos RF são indicados para momentos de queda de juros uma vez que ele se baseia na compra de títulos de juros pré-fixados. A previsão do Banco Central para a taxa SELIC para o fim do ano é de 10,75%, portanto, em 2009 o investimendo em RF é mais indicado.

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Como comprar Tesouro Direto?

Seguindo a série sobre como investir no Tesouro Direto, explicarei nesse simples post tutorial como comprar títulos públicos, passo-a-passo.

São apenas 9 etapas para mostrar como é rápido e simples investir.

O único pré-requisito que uma pessoa precisa para investir em Títulos Públicos é uma conta em alguma corretora.

Passo 1:

Acesse o site do Tesouro Nacional e clique no banner “Invista já“.

Como comprar tesouro direto

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Investindo com inteligência: Como maximizar lucro na Renda Fixa

Sempre tive a impressão que grandes bancos querem empurrar produtos pouco rentáveis para nós e muito lucrativos para eles. Não são apenas os micos dos Títulos de Capitalização, mas também fundos com taxas de administração abusivas. Suspeito que os gerentes têm cotas mensais para vender esses micos, pois vivem ligando para oferecer.

Assistindo a palestra do Cerbasi na Expo Money, lembro dele falando que atingiu seu primeiro milhão fazendo decisões inteligentes sobre seus investimentos.

Uma das decisões que tomei foi não aceitar taxas de administração abusivas cobradas pelos bancos. A motivação para escrever este desabafo é para mostrar como o brasileiro é desinformado, deixando os grandes bancos roubarem suas economias.

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O que é Tesouro Direto?

tesouro nacional

Num momento de crise como esse muitos investidores buscam alternativas de investimento. Uma das que mais estão se destacando nesse momento é o Tesouro Direto.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa de vendas de títulos públicos.

E o que são Títulos Públicos?

Títulos Públicos são ativos de renda fixa que possuem a finalidade de captar recursos para o financiamento da dívida pública e financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infra-estrutura.

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Investment Grade e Renda Fixa

A euforia após divulgação do título de Investment Grade pela agência Standard & Poors foi grande no mercado de renda variável, mas pouco se falou sobre os efeitos no mercado de renda fixa.

Taxa básica de juros sobe no curto prazo

O Banco Central interrompeu os cortes da taxa básica de juros (Selic) e o mercado acredita em uma possível elevação desta no curto prazo, causada pela inflação. Entre os principais motivos da inflação de 2008 podemos citar:

  1. a alta no preço dos alimentos causada pela elevação da demanda global, aquecimento do mercado de biocombustíveis e aumento de quase 100% no custo da matéria prima de fertilizantes.
  2. fim do efeito deflacionário causado pela valorização do real;
  3. aquecimento do setor imobiliário impulsionando alta do cimento e ferro.

Efeitos do Investment Grade na Renda Fixa

Apesar da correção (para cima) da taxa de juros no curto prazo, a tendência para o longo prazo é a retomadas nos cortes. É uma questão básica de oferta e demanda. Com maior oferta de capital estrangeiro para as empresas do Brasil, o taxa de juros necessária para “seduzir” os investidores é menor e empréstimo fica mais barato.

Vamos citar dois movimentos importantes que devem acontecer com a obtenção do título de IG no mercado de renda fixa no Brasil:

1) Investimento estrangeiro em títulos
Investidores e fundos de pensão internacionais darão mais atenção aos títulos públicos e privados brasileiros, uma vez que estes são considerados mais seguros e rendem a uma taxa superior a 10% ao ano. Apenas para ilustrar, o cenário atual dos EUA mostra uma taxa de juros inferior à inflação, ou seja, em um investimento de curto prazo em Renda Fixa (Bonds) com taxa de juros atual, o dinheiro se deprecia.

É importante notar que este investimento que será despejado no Brasil ao longo dos próximos anos será menos especulativo que no passado.

No longo prazo, a redução na taxa Selic e o aumento dos investimentos estrangeiro podem ajudar no efeito de “Alongamento dos títulos”, ou seja, no aumento da emissão de papéis de longo prazo (Atualmente o Brasil já emite títulos públicos federais através do Tesouro Direto com vencimento em 2045).

2) Empréstimos mais baratos no exterior
Empresas brasileiras vão buscar empréstimos de longo prazo no mercado externo a taxas menores. Isso causa uma redução na oferta de títulos privados de maior risco (Ex: Debêntures) no mercado interno. Esses títulos, que sempre renderam a taxas acima do CDI (e Selic), vão se tornar escassos no mercado. No Banco Itaú, por exemplo, o fundo “Itaú Top Renda Mix Crédito Privado” que investe grande parte do capital em títulos privados está fechado para captação. Por este motivo, sugerimos a manutenção desse tipo de título/fundo na carteira.

As maiores beneficiadas desse fluxo de capital são as empresas que dependem muito do empréstimo de longo prazo. Note que as ações das empresas que dependem desses empréstimos subiram bastante na semana da divulgação do IG. Como exemplo podemos citar construtoras e empresas com alta alavancagem (bancos).

Renda Fixa e Câmbio

Os estrangeiros que já investiam em renda fixa no Brasil conseguiam rendimento dobrado. Além das excelentes taxas dos títulos brasileiros, os estrangeiros ainda ganhavam no saque desses títulos pelo efeito cambial (Real se valorizou no período do investimento).

Com a continuidade na oferta de dólares devido ao fluxo de investimento estrangeiro, o real deve continuar sua valorização frente ao dólar no curto prazo. Por este motivo, os estrangeiros continuarão a ter este rendimento dobrado no curto prazo.

Vale notar que para o longo prazo, o mercado ainda acredita na recuperação dos EUA da crise subprime e recessão.

Pré-fixado ou pós-fixado?

Escolher em um título pré-fixado ou pós-fixado depende da decisão do BC sobre o aumento ou corte na taxa Selic.

Seguindo o mercado, o investidor deveria investir:

– em pós-fixado, para investimentos de curto-prazo

– em pré-fixado, para investimentos de longo-prazo

Isso se deve a aposta do mercado para o aumento na taxa básica de juros para controlar a inflação no curto-prazo, mas a continuidade no corte para o longo prazo.