4 indicadores para analisar antes de comprar uma ação

Indicadores Toda vez que alguém me pergunta se deve ou não comprar uma ação eu sempre acabo perguntando a mesma coisa: Você já deu uma olhada no P/L, no P/VP, no Divident Yield e na Liquidez Corrente?

Esses 4 indicadores não garantem uma certeza absoluta de sucesso, mas se um investidor que está começando agora, analisar pelo menos esses 4 números antes de comprar uma ação, a chance dele fazer besteira diminui, e muito.

Descobrir esses indicadores é bem fácil. Basta entrar no site Fundamentus e buscar pela ação desejada.

P/L menor ou igual a 8

Já expliquei mais detalhadamente o indicador nesse post. Resumidamente podemos entender esse indicador com uma simples analogia: Suponha que você tenha investido R$1.000,00 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro igual ao valor que investiu inicialmente, ou seja, um lucro de R$1.000,00.

Continuar lendo »

Começou a feira de franquias ABF em SP

abf1Com os juros cada vez menores, os investimentos em fundos de renda fixa e títulos do governo estão cada vez menos atrativos. Por este motivo, abrir um negócio próprio fica cada vez mais interessante (no economês, o “custo de oportunidade” dos investimentos caiu).

Uma opção para quem não se contenta com os 6% de juros reais da poupança e renda fixa é a abertura de uma franquia.

Estive ontem na feira de franquias ABF Franchising Expo 2009 no Expo Center Norte. A feira vai até o sábado (20/06) e reúne mais de 250 expositores.

No evento encontrei opções para todos os bolsos: desde franquias de 50 mil reais, até algumas de mais de 1 milhão.

Por ser totalmente leigo no assunto, resolvi consultar algumas franquias de varejo para entender como funciona a margem e despesas. Em geral, a média da margem bruta de um produto costuma variar entre 120% e 150%. Isto é, você compra por R$ 1,00 do franqueador e vende por R$ 2,20 a R$ 2,50.

Ao perguntar sobre a margem líquida obtive sempre a mesma resposta: “depende”. Além da sazonalidade de muitos produtos, a margem vai variar de acordo com o as despesas operacionais, desempenho do empreendedor, local do estabelecimento, etc. Mas em “média” que me passaram seria algo entre 10% a 20%.

Continuar lendo »

Comentários sobre IPO da Visanet

visaHoje a Visanet publicou o prospecto da oferta pública de ações. Resolvi escrever um post rápido apenas para citar alguns detalhes e comparar com outros IPOs como o da Redecard (nacional), Visa (internacional) e Mastercard (internacional).

Para começar, o investidor precisa entender que as ações vão apenas trocar de mão. A oferta é secundária, ou seja, antigos acionistas resolveram vender suas ações para o mercado. Isso significa que o dinheiro não será reinvestido na empresa.

Múltiplo P/L

No começo dos rumores do IPO, muito antes da crise e do Investment Grade, já havia separado alguns múltiplos interessantes de outras ofertas relacionadas.

  • Mastercard lançou suas ações no mercado americano com P/L 11.
  • Visa lançou suas ações no mercado americano com P/L 30.
  • Redecard lançou suas ações com P/L 20 e valorizou 30% no primeiro dia.

Atualmente a Redecard está com P/L próximo a 18x.
Continuar lendo »

Como descobrir a composição da carteira de um fundo

Boa parte dos fundos de investimentos não divulga a composição de suas carteiras com a intenção de proteger sua estratégia do mercado ou até mesmo esconder operações arriscadas.  O investidor não deveria se contentar em saber apenas a rentabilidade passada, mas sim, como ela foi atingida.

O site da CVM mostra a composição da carteira de todos os fundos mês a mês, com três meses de atraso.  A carteira pode ser composta por ações (Ex: Petr4, Vale5), Opções, Caixa, CDBs, Títulos do Governo, Títulos privados, CDBs, operações no mercado futuro de dólar e juros, cotas em outros fundos, etc.

Continuar lendo »

Preço médio, como se proteger ao comprar ações

Para comemorar o primeiro ano do blog Investidor Jovem, irei explicar uma técnica muito utilizada por investidores (assim como eu) de longo prazo. Trata-se do preço médio na compra de ações.

Um dos maiores erros cometidos por investidores iniciantes é tentar acertar o momento de compra de uma ação. Em épocas de incerteza como a que vivemos agora, em que é praticamente impossível saber se o mercado está se recuperando ou se é somente uma euforia momentânea, fazer compras buscando o preço médio acaba sendo a melhor maneira de um investidor se proteger.

O conceito é bem simples, ele se baseia em não comprar todas ações de uma única vez mas sim em dividir as compras em duas ou três ordens.

Continuar lendo »

Queda dos juros & investimentos

Depois da percepção de que a crise no Brasil não é uma simples marolinha, o Banco Central optou pela redução da taxa básica de juros.

A notícia é boa para as empresas, excelente para o mercado de ações e ruim para os investidores em renda fixa, que terão que se contentar com rentabilidades de um dígito (abaixo de 10%).
Continuar lendo »

Como diversificar ações por setores produtivos

Todos nós sabemos que diversificar uma carteira de ações é importante, porém nem todos sabem que é essencial ter uma estratégia sólida ao planejar essa diversificação. Nesse post quero focar num ponto que sei que muitos investidores não se preocupam: os setores que compõem sua carteira.

Na maioria dos Home Brokers do mercado, fica disponível para o investidor a lista de suas ações e a porcentagem de cada uma dela em sua carteira. Algo parecido com esse exemplo:
Composição de uma carteira

Papel Quantidade Valor Total %
PETR4 100 R$ 30,35 R$ 3.035,00 19%
VALE5 150 R$ 27,43 R$ 4.114,50 26%
GGBR4 200 R$ 12,14 R$ 2.428,00 16%
USIM5 100 R$ 27,00 R$ 2.700,00 17%
GETI4 50 R$ 17,80 R$ 890,00 6%
ITSA4 100 R$ 8,14 R$ 814,00 5%
BBAS3 100 R$ 15,98 R$ 1.598,00 10%

Porém é muito difícil saber se essa carteira é diversificada setorialmente, ou seja, será que eu não estou com muito dinheiro em mineração e pouco dinheiro em energia elétrica?

Continuar lendo »

Ganhando dinheiro com aluguel de ações

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
 » Siga-me no Twitter: @brunoyoshimura e no Linkedin
 » Leia sobre aluguel de ações: clique aqui

Investidores de longo prazo não deveriam se contentar apenas com os dividendos distribuídos pelas empresas. Existe uma forma pouco conhecida, mas eficiente, de aumentar a rentabilidade em uma carteira de longo prazo: o aluguel de ações. Assim como imóveis, você pode alugar suas ações para outras pessoas, garantindo uma renda extra enquanto não precisa vendê-las.

O contrato de aluguel é acertado entre o doador (proprietário das ações) e o tomador (normalmente é um especulador de curto prazo apostando na baixa das ações). As taxas médias de aluguel costumam variar entre 0,5% e 6% ao ano.

Benefícios: A definição das condições do aluguel são definidas pelo proprietário: o prazo de aluguel geralmente é para 30 ou 60 dias e a taxa deve ser escolhida próxima a a média desta tabela da CBLC. A distribuição de juros sobre capital próprio ou dividendo no período do aluguel pertence ao proprietário e o pagamento do aluguel é feito no primeiro dia útil após a finalização do contrato, quando o tomador devolve as ações.

Riscos: O principal risco para o investidor é que, enquanto estão alugadas, as ações não podem ser vendidas. Isto pode ser ruim caso as ações subam demais e você queira realizar o lucro ou caiam demais e você queira limitar o prejuízo. Além disso, existe um risco mínimo do tomador não devolver suas ações. Este fator é evitado, pois a CBLC é intermediadora deste tipo de operação e requer  garantias de 100% mais uma margem de segurança. Esta garantia pode ser um depósito em dinheiro ou títulos.

Continuar lendo »

Investimentos protegidos da inflação

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
 » Siga-me no Twitter: @brunoyoshimura e no Linkedin
 » Leia sobre aluguel de ações: clique aqui

O investidor inteligente precisa garantir que seu dinheiro está protegido da mais silenciosa devoradora de patrimônio: a inflação. Quem deixou o dinheiro parado na conta bancária durante no ano passado, perdeu quase 6% em poder aquisitivo: R$ 100,00 depositados no começo do ano valiam apenas R$ 94,00 em dezembro.

Existem opções de investimentos com rentabilidade acima da inflação. Algumas delas são indexadas diretamente pelo indicador (os títulos públicos, por exemplo) e outras que garantem uma proteção indireta, causada pelo repasse de preços ao consumidor ou reajuste da receita pela inflação.
Continuar lendo »

Qual a diferença entre fundos DI e RF?

Essa é uma pergunda fácil de ser respondida mas que muitos investidores não sabem.

A diferença básica entre os dois tipos é que os fundos DI aplicam boa parte do patrimônio em títulos do governo com taxa pós-fixada (por exemplo, o títulos LFT) e os fundos de Renda Fixa investem em títulos públicos pré-fixados (por exemplo, LTN e NTN).

O que isso significa?

Os fundos DI são mais indicados em momentos de alta de juros (aumento da taxa SELIC), pois seu rendimento varia junto com o indicador. Por exemplo a taxa SELIC (que hoje está em 12,75%) subisse para 14,75%, a rentabilidade do fundo DI irá acompanhar esse movimento.

Os fundos RF são indicados para momentos de queda de juros uma vez que ele se baseia na compra de títulos de juros pré-fixados. A previsão do Banco Central para a taxa SELIC para o fim do ano é de 10,75%, portanto, em 2009 o investimendo em RF é mais indicado.

Continuar lendo »

Página 2 de 612345...Última »