A melhor época para investir é durante a juventude

A melhor época para comecar a investir é enquanto se é jovem. Posso explicar essa afirmação em uma frase: É durante a juventude que você pode correr o maior número de riscos.

Em várias conversas de bar, muitas pessoas brincam comigo me chamando de velho pois faço “coisas de velho” como investir na bolsa e me preocupar com previdência e aposentadoria. Sempre levo na bricadeira e entro no jogo, mas essas conversas já me fizeram pensar no porquê comecei a investir tão jovem. Consigo explicar, com facilidade, os motivos que me levaram a estudar e gostar tanto esse mundo.

É durante a juventude que se pode correr riscos. É nessa fase da vida que você tem mais liberdade para arriscar todos os seus ganhos. Se você mora com seus pais, não precisa pagar as contas de luz, água, telefone, IPTU, a comida está sempre na geladeira, você usa o plano de saúde da sua família, seus estudos estão garantidos! Enquanto jovem, você não tem que sustentar uma família com seu salário, ninguém depende financeiramente de você.

Todo dinheiro que você ganha é lucro! Então, por que não aproveitar e arriscar uma boa parte dele? Se der TUDO errado e você perder TODO o seu dinheiro, no máximo você ficará triste! Não tem ninguém que depende desse dinheiro para sobreviver. Na realidade, esse é um cenário quase impossível! Certamente, se tiver o mínimo de responsabilidade, você perderá, no máximo, 20% do seu investimento!

Eu, por exemplo, chego a investir aproximadamente 60% de tudo que ganho do meu simples salário de estágiario e dos meus trabalhos de freelance. Quando envelhecer e você precisar sustentar sua casa e sua família, fica cada vez mais difícil separar uma porcentagem do seu salário para investí-lo, se sobrar 10% dele você já é uma exceção no mundo.

O jovem tem o tempo a seu favor

Uma vez entendido que é uma ótima hora para se correr riscos, basta analisar um pouquinho o juros composto para se impressionar e se empolgar com como você pode juntar muito dinheiro apenas se dando ao trabalho de estudar investimentos.

Vou exemplificar com números super palpáveis. Imagine que você invista R$500,00 todo mês durante os próximos 10 anos. Suponha que seu investimento retorne por mês um lucro de 1,3% (o que não é nenhum absurdo de conseguir).

Esse simulador aqui: http://www.shopinvest.com.br/br/pop_retorno.asp nos diz que se mantermos esses números, você terá poupado R$142.000! Nada mal né? Ainda mais que na “realidade” você depositou apenas R$58.000, os outros R$84.000 vieram de rendimento. 10 anos passa muito rápido! É o tempo de ver 2 copas do mundo e de votar 2 vezes para presidente! Imagine o quanto não se consegue se poupar por 30, 40 anos! É para chegar na casa do 6 zeros!

Olhe o gráfico desse mesmo investimento para 20 anos (o eixo y é o valor total do seu investimento e o eixo x os anos)

No final de 20 anos, você terá nada mais nada menos do que R$900.000 em conta!

Imagine esses números para sua realidade. Quanto você consegue economizar por mês? Se você se empenhar no mundo dos investimentos, não duvido que consiga rendimentos maiores do que 1,3% por mês!

Crédito da foto: michelleelise

Investment Grade e Renda Fixa

A euforia após divulgação do título de Investment Grade pela agência Standard & Poors foi grande no mercado de renda variável, mas pouco se falou sobre os efeitos no mercado de renda fixa.

Taxa básica de juros sobe no curto prazo

O Banco Central interrompeu os cortes da taxa básica de juros (Selic) e o mercado acredita em uma possível elevação desta no curto prazo, causada pela inflação. Entre os principais motivos da inflação de 2008 podemos citar:

  1. a alta no preço dos alimentos causada pela elevação da demanda global, aquecimento do mercado de biocombustíveis e aumento de quase 100% no custo da matéria prima de fertilizantes.
  2. fim do efeito deflacionário causado pela valorização do real;
  3. aquecimento do setor imobiliário impulsionando alta do cimento e ferro.

Efeitos do Investment Grade na Renda Fixa

Apesar da correção (para cima) da taxa de juros no curto prazo, a tendência para o longo prazo é a retomadas nos cortes. É uma questão básica de oferta e demanda. Com maior oferta de capital estrangeiro para as empresas do Brasil, o taxa de juros necessária para “seduzir” os investidores é menor e empréstimo fica mais barato.

Vamos citar dois movimentos importantes que devem acontecer com a obtenção do título de IG no mercado de renda fixa no Brasil:

1) Investimento estrangeiro em títulos
Investidores e fundos de pensão internacionais darão mais atenção aos títulos públicos e privados brasileiros, uma vez que estes são considerados mais seguros e rendem a uma taxa superior a 10% ao ano. Apenas para ilustrar, o cenário atual dos EUA mostra uma taxa de juros inferior à inflação, ou seja, em um investimento de curto prazo em Renda Fixa (Bonds) com taxa de juros atual, o dinheiro se deprecia.

É importante notar que este investimento que será despejado no Brasil ao longo dos próximos anos será menos especulativo que no passado.

No longo prazo, a redução na taxa Selic e o aumento dos investimentos estrangeiro podem ajudar no efeito de “Alongamento dos títulos”, ou seja, no aumento da emissão de papéis de longo prazo (Atualmente o Brasil já emite títulos públicos federais através do Tesouro Direto com vencimento em 2045).

2) Empréstimos mais baratos no exterior
Empresas brasileiras vão buscar empréstimos de longo prazo no mercado externo a taxas menores. Isso causa uma redução na oferta de títulos privados de maior risco (Ex: Debêntures) no mercado interno. Esses títulos, que sempre renderam a taxas acima do CDI (e Selic), vão se tornar escassos no mercado. No Banco Itaú, por exemplo, o fundo “Itaú Top Renda Mix Crédito Privado” que investe grande parte do capital em títulos privados está fechado para captação. Por este motivo, sugerimos a manutenção desse tipo de título/fundo na carteira.

As maiores beneficiadas desse fluxo de capital são as empresas que dependem muito do empréstimo de longo prazo. Note que as ações das empresas que dependem desses empréstimos subiram bastante na semana da divulgação do IG. Como exemplo podemos citar construtoras e empresas com alta alavancagem (bancos).

Renda Fixa e Câmbio

Os estrangeiros que já investiam em renda fixa no Brasil conseguiam rendimento dobrado. Além das excelentes taxas dos títulos brasileiros, os estrangeiros ainda ganhavam no saque desses títulos pelo efeito cambial (Real se valorizou no período do investimento).

Com a continuidade na oferta de dólares devido ao fluxo de investimento estrangeiro, o real deve continuar sua valorização frente ao dólar no curto prazo. Por este motivo, os estrangeiros continuarão a ter este rendimento dobrado no curto prazo.

Vale notar que para o longo prazo, o mercado ainda acredita na recuperação dos EUA da crise subprime e recessão.

Pré-fixado ou pós-fixado?

Escolher em um título pré-fixado ou pós-fixado depende da decisão do BC sobre o aumento ou corte na taxa Selic.

Seguindo o mercado, o investidor deveria investir:

– em pós-fixado, para investimentos de curto-prazo

– em pré-fixado, para investimentos de longo-prazo

Isso se deve a aposta do mercado para o aumento na taxa básica de juros para controlar a inflação no curto-prazo, mas a continuidade no corte para o longo prazo.

Análise fundamentalista x Análise técnica

Nesse post irei abordar um assunto conhecido de todo mundo. Trata-se das diferenças entre a análise fundamentalista e a análise técnica. Acredito que todo blog que se mete a falar de investimentos deveria pelo menos tocar nesse assunto. Para não ser diferente, irei escrever um pouco sobre ele também.

No mundo da bolsa de valores existem dois principais métodos de análise de ações, a análise fundamentalista e a análise técnica. Ambas são amplamente usadas e como tudo no mundo, tem suas vantagens e desvantagens.

Pessoalmente, gosto e recomendo a análise fundamentalista (que aliás é a base de análise utilizada para a maioria dos posts desse blog).

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista baseia-se em analisar o valor intrínseco da empresa, em achar o seu preço justo. Essa escola usa como pilar a análise de lucro, faturamento, preço de mercado, perspectiva do setor, sazonalidade, etc.

Essa método demanda tempo e estudo do investidor. É necessário que ele aprenda a entender muitos indicadores e conceitos (P/L, P/VPA, EBIDITA, lucro, ativo, endividamento, sazonalidade), acompanhar notícias sobre a empresa, saber se o setor em que ela atua é promissor, identificar se é uma empresa sadia, que possiu bons líderes, etc.

Esse processo para achar o valor da empresa é chamado de Valuation e ao fazer a análise de todos esses indicadores, você terá informações suficientes para saber se é uma boa hora para comprar ações.

Análise técnica

A análise técnica, conhecida também como análise gráfica, se baseia no estudo do histórico da ação. Nela o investidor deve analisar o gráfico do papel e encontrar padrões. Esse padrões indicam uma boa hora para compra e venda.

São muitos os padrões que essa escola usa, entre elas, o IFR (Índice de Força Relativa), a média móvel, o canal de suporte e resistência.

A análise técnica é amplamente utilizada pois é relativamente fácil de aplicar. Existem inúmeros programas que analisam o histórico do papel, varrem ele em busca de padrões e indicam se é um bom momento para movimentá-lo.

Análise fundamentalista x Análise técnica

Nesse post irei abordar um assunto conhecido de todo mundo. Trata-se das diferenças entre a análise fundamentalista e a análise técnica. Acredito que todo blog que se mete a falar de investimentos deveria pelo menos tocar nesse assunto. Para não ser diferente, irei escrever um pouco sobre ele também.

No mundo da bolsa de valores existem dois principais métodos de análise de ações, a análise fundamentalista e a análise técnica. Ambas são amplamente usadas e como tudo no mundo, tem suas vantagens e desvantagens.

Pessoalmente, gosto e recomendo a análise fundamentalista (que aliás é a base de análise utilizada para a maioria dos posts desse blog).

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista baseia-se em analisar o valor intrínseco da empresa, em achar o seu preço justo. Essa escola usa como pilar a análise de lucro, faturamento, preço de mercado, perspectiva do setor, sazonalidade, etc.

Essa método demanda tempo e estudo do investidor. É necessário que ele aprenda a entender muitos indicadores e conceitos (P/L, P/VPA, EBIDITA, lucro, ativo, endividamento, sazonalidade), acompanhar notícias sobre a empresa, saber se o setor em que ela atua é promissor, identificar se é uma empresa sadia, que possiu bons líderes, etc.

Esse processo para achar o valor da empresa é chamado de Valuation e ao fazer a análise de todos esses indicadores, você terá informações suficientes para saber se é uma boa hora para comprar ações.

Análise técnica

A análise técnica, conhecida também como análise gráfica, se baseia no estudo do histórico da ação. Nela o investidor deve analisar o gráfico do papel e encontrar padrões. Esse padrões indicam uma boa hora para compra e venda.

São muitos os padrões que essa escola usa, entre elas, o IFR (Índice de Força Relativa), a média móvel, o canal de suporte e resistência.

A análise técnica é amplamente utilizada pois é relativamente fácil de aplicar. Existem inúmeros programas que analisam o histórico do papel, varrem ele em busca de padrões e indicam se é um bom momento para movimentá-lo.

1, 2, 3, testando…

Olá!! Acho que a melhor maneira de comecar esse blog é nos apresentando.

Me chamo Allan Panossian, estou prestes a me formar no curso de Bacharelado em Ciências da Computação pela USP, nas minhas horas vagas (e durante o trabalho também) invisto no mercado financeiro. Me apaixonei pelo assunto após a guinada da bolsa em 2006, desde que fui introduzido à bolsa de valores e a magia do juros composto, tenho estudado para achar as melhores empresas para investir.

Escrevendo comigo nesse blog, apresento o meu grande amigo Bruno Yoshimura, também prestes a se formar em Ciências da Computação, viciado no mercado financeio. Um cara extremamente autodidata e que passa altas horas do dia estudando empresas da bolsa.

O nosso principal objetivo com esse blog é apresentar idéias de como escolher as melhores empresas para investir. Somos predominantemente fundamentalistas no que se diz respeito à compra de ações. Tentamos seguir o método Graham e Buffet de investir. Usamos análises técnicas somente em casos secundários.

Nesse blog, tentaremos escrever posts curtos, claros e resumidos de nossos estudos e observações. Serão comuns posts explicativos sobre indicadores como P/L, P/VPA, EBITIDA, IFR, etc.

Vale lembrar que somos aprendizes e que usaremos esse blog para organizar nossos pensamentos. Acreditamos que escrever é a melhor maneira de esclarecer as idéias. As informações que encontrarão aqui são percepções individuais do mercado e que nosso objetivo é apenas divulgar uma maneira de analisar e pensar.

Espero que possamos ajudar!

Página 6 de 6« Primeira...23456